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Mulher que morreu em deslizamento em SG orava quando foi soterrada

Redação | Publicado em:

Péricles Cutrim

 





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A dona de casa Roseli Baptista de Castro, de 51 anos, estava orando no momento em que houve um desabamento em que a casa que ela morava, no bairro Engenho Pequeno, em São Gonçalo, veio abaixo. Ela morava na parte mais alta do morro onde houve o deslizamento causado pelas chuvas da última segunda-feira (13). O filho de 14 anos estava com ela no momento do ocorrido, mas correu e conseguiu sobreviver. 

Roseli foi sepultada nesta quarta-feira (15), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo. Os familiares estavam muito abalados. Eles alegam, no entanto, que houve demora para recolher o corpo no dia do acidente. A família afirma que Roseli ficou mais de 24 horas no sol e, por isso, entrou em estágio de decomposição. 

“A casa dela desabou. Caiu uma barreira e levou a casa, ela ficou soterrada. Era a última casa dali. Quando tudo aconteceu, o filho dela, que estava na casa com ela, conseguiu correr e se salvar, mas ela não conseguiu. Ela ficou nos escombros e foi encontrada porque estava com a mão para fora, mas já sem vida. O pior foi que isso ocorreu por volta das 18h e pouca de segunda, o corpo dela foi encontrado às 19h e ficou no local até as 15h do dia seguinte, quase 24 horas”, disse o motorista Daniel Baptista de Castro, de 46 anos, irmão mais novo de Roseli.

O Corpo de Bombeiros informou que “o 3º GBM – Niterói foi acionado, no horário de 12h51 do dia 14, e chegou ao local com a viatura de auto recolhimento de cadáver (ARC), às 13h07. Entretanto corpos só podem ser retirados após a expedição do Guia de Recolhimento de Cadáver (GRC), emitido pela autoridade policial”.






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A família de Roseli, seus filhos e marido, estão morando na casa de parentes. Os familiares moravam há nove anos na casa que desabou. Há dois anos, a avó de criação da filha de Roseli morreu em uma tragédia parecida. Por isso, a família está muito abalada. Roseli era a segunda irmã mais nova de quatro irmãos.

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