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Região

Mulheres dão tom da folia em Niterói contra o assédio no Carnaval

Redação | Publicado em:

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Não é Não 3
Bloco foi realizado na Praça do Rink. Foto: Luciana Carneiro/Ascom Niterói



Mulheres de Niterói sambaram e cantaram ao som da cantora Mônica Mac para dizer: não ao assédio feminino no carnaval. A segunda edição do bloco “Não é Não”, criado pela Coordenadoria de Políticas e Direitos da Mulher (Codim) da Prefeitura de Niterói, aconteceu na praça do Rink, no Centro, nesta quinta-feira (20).



Durante a folia, foram distribuídas ventarolas, preservativos masculinos e femininos, e adesivos com o slogan da campanha. No sábado de carnaval, as integrantes da Codim estarão na Praça Arariboia para distribuir uma tatuagem com os dizeres “Não é Não” para o público feminino que for brincar o carnaval.



“Queremos chamar a atenção das pessoas. A mulher deve ser respeitada sempre, não só durante o carnaval, e o bloco dá visibilidade para esse tema tão importante”, afirma explica a coordenadora da Codim, Ana Lúcia Fernandes.



O bloco é inspirado na campanha nacional contra o assédio no Carnaval. Niterói é a única cidade que além de realizar a campanha, criou um bloco com samba próprio. A festa contou com a participação de integrantes do bloco Saias da Folia.



Estudantes de Psicologia na UFF, as amigas Lizia Ramos, de 21 anos, e Larissa de Oliveira, de 22, prestigiaram o bloco.



“Não é não mesmo e ninguém tem o direito de fazer o que não queremos. Nós merecemos brincar o carnaval com respeito”, disseram.



A cantora Monica Mac engrossou o coro: “Respeito é um direito essencial. Essa mensagem não é apenas para o Carnaval, mas para todo ano. É uma luta nossa nos meus shows também”, destacou.



Campanha no Estado do Rio



Neste Carnaval, nada de confundir paquera com assédio. Importunação sexual é crime e passível de pena de reclusão de um até cinco anos de cadeia (Lei 13.718/18). Como parte das estratégias para enfrentamento à violência contra a mulher, o Governo do Estado do Rio de Janeiro abraçou o movimento para conscientizar a população e coibir o assédio e a agressão às mulheres durante o Carnaval, período em que aumenta o número de casos.



Nesta sexta-feira (21), será lançada a campanha #NãoéNão, com distribuição de mais de 160 mil ventarolas e adesivos durante os grandes blocos nas ruas do Rio de Janeiro e algumas das principais cidades do estado e também nos desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no domingo e segunda-feira.



O material traz mensagens orientando a população em geral – e não somente as mulheres – a denunciarem casos de agressão pelo telefone 190 ou pelo aplicativo Linha Direta com a PM, em caso de emergência. Denúncias de assédio também podem ser feitas ao Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), que é federal.



A ação conjunta é promovida pelas Secretarias de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), por meio da Subsecretaria de Políticas para Mulheres; de Polícia Militar, com a Patrulha Maria da Penha, e de Esporte, Lazer e Juventude (SEELJE), com o Programa Empoderadas.



Mantido pela SEDSODH, o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam) Márcia Lyra ficará aberto nesta sexta, segunda e terça-feiras, das 10h às 13h, para acolher mulheres em situação de violência com uma equipe de assistentes sociais, psicólogos e advogados. O endereço é Rua Regente Feijó 15, no Centro do Rio.



A SEDSODH colocou ainda à disposição no Carnaval seu novo Disque Cidadania e Direitos Humanos – 0800 0234567, que funciona 24 horas por dia. Lançado nesta quinta-feira (20), o serviço recebe denúncias sobre assédio, agressão e demais violações.



Folia sem LGBTIfobia e Disque Cidadania



Além do apoio à campanha #nãoénão, a Subsecretaria de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos Humanos, por meio do programa Rio Sem Homofobia, realizará a ação ‘Folia sem LGBTIfobia’. Serão distribuídas ventarolas e camisinhas aos foliões nos blocos do Rio e também em uma tenda que funcionará na Central do Brasil, entre sábado e segunda-feira, das 9 às 15 horas.



O Disque Cidadania e Direitos Humanos (0800 0234567) funciona também como uma central de informações sobre órgãos públicos, fornecendo endereços e telefones aos cidadãos. O novo canal unifica o atendimento antes oferecido pelo Disque Cidadania LGBT, Disque Mulher, Disque Racismo e Disque Intolerância Religiosa.



Recomendação



O que fazer se você presenciou ou foi vítima:



1 – Peça ajuda a quem estiver perto ou chame a polícia;
2 – Vá à delegacia mais próxima e registre a ocorrência;
3 – Informe dia, horário, local, testemunhas e leve fotos, se houver;
4 – Em caso de emergência, denuncie à Polícia Militar (190);
5 – Em caso de assédio, Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)


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