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A Polícia
Civil já está analisando imagens das câmeras de segurança do restaurante Mocellin,
localizado na Zona Sul de Niterói, para esclarecer o que pode ter motivado a
confusão que terminou com a acusação por parte de uma serventuária da Justiça, de 43 anos, que alega ser agredida com tapas e socos dentro do estabelecimento. O crime ocorreu na noite de quarta-feira
(9). A vítima, que é negra, também informou ter sido chamada de “macaca
piranha” pela acusada.
Os registros só foram enviados para as autoridades nesta segunda-feira (21), 13 dias após o ocorrido. De acordo o delegado titular Rafael Barcia, da 79ª DP (Jurujuba), que investiga o caso, as imagens já
foram analisadas e foi possível verificar claramente o ocorrido. Testemunhas
que já prestaram depoimentos serão novamente ouvidas, e a distrital deve convocar outros envolvidos no caso.
“As
imagens são muito claras com relação às agressões. Eu ainda vou ouvir algumas
outras testemunhas, algumas foram referidas nos depoimentos. Eu quero ouvir
novamente algumas pessoas que já prestaram depoimentos, pois agora, com as
imagens, algumas perguntas precisam ser feitas. Já foi instaurado o inquérito para
apurar o crime de ameaça, lesão corporal e injúria racial”, disse.
Quem já foi
ouvido
Segundo o
delegado, a distrital já ouviu a monitora do parquinho, a acusada da agressão e a vítima, além do namorado dela. O autor das ameaças está sendo
investigado e poderá ser ouvido nos próximos dias.
O caso
Na noite do
dia 9, segundo a denúncia, crianças brincavam no espaço kids da unidade durante
as comemorações do aniversário de uma delas quando uma menina de 10 anos
provocou o filho da vítima, de 2 anos, na brinquedoteca. A mulher agredida
relatou para os policias, então, ter pedido para a aniversariante parar.
Ainda segundo
a denúncia, a criança falava para o filho da vítima: ‘sai daqui, seu chato’ e tentou virar a mesa para a outra criança cair. Uma outra criança também
empurrou o filho da serventuária, que caiu de cara no chão.
Ainda segundo a denúncia, após o episódio, a menina
de 10 anos relatou à mãe, que é funcionária pública, a agressão. O texto do boletim de
ocorrência relata que a mãe da garota, então, logo iniciou a confusão.