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A morte da Rainha Elizabeth II ganhou repercussão mundial nesta quinta-feira (8). A majestade britânica faleceu aos 96 anos, sendo a monarca de maior longevidade no Reino Unido, foram 70 anos no trono. O filho, antes príncipe, agora será sagrado Rei Charles III, aos 73 anos de idade.
Em entrevista ao ENFOCO, o historiador Luciano Tardock falou sobre a importância da rainha para o mundo e sua perda no contexto cultural.
”Sabemos que a rainha Elizabeth ocupava um lugar especial como figura pública. Não apenas um papel dentro das monarquias que ainda existem pelo mundo, mas a rainha se encontrava num espaço muito específico dentro da cultura pop. Seu falecimento pode alavancar ainda mais esse carisma”, explica.
O historiador também lembra Elizabeth II dentro de importantes momentos da história.
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Atualmente existem menos de 30 monarquias espalhadas ao redor do mundo’.
Repercussão internacional
A morte da rainha provocou uma onda de manifestações solidárias em todo o mundo. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez homenagem à Elizabeth, citando que ela não foi somente a rainha dos britânicos, mas sim uma ‘rainha para todos nós’.
– Muitas vezes, a eternidade nos surpreende, tirando de nós aqueles que amamos, mas, hoje, foi a vez da eternidade ser surpreendida, com a gloriosa chegada de Sua Alteza a Rainha do Reino Unido. Que Deus a receba em sua infinita bondade e conforte sua família e o povo britânico.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) September 8, 2022
A primeira-ministra do Reino Unido, Elizabeth Mary Truss, ressaltou em nota a importância da rainha para a história.
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, relatou sua experiência ao conhecer a monarca britânica e citou a hospitalidade com que foi recebido em visita no ano passado.
”Ela nos encantou com sua inteligência, nos comoveu com sua gentileza e generosamente, e compartilhou conosco sua sabedoria”, revelou.
Da Rússia, o presidente Vladimir Putin se rendeu à grandeza da monarca e citou que ‘desfrutou legitimamente do amor e do respeito de seus súditos, bem como da autoridade no cenário mundial’.
Economia
Para o doutor em Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mauro Rochlin, a morte da majestade não deverá provocar grandes impactos na economia.
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Funeral da realeza
Elizabeth Alexandra Mary se tornou Rainha Elizabeth II em 1952. Ela esteve no Brasil em 1968 em uma viagem para aproximar o país sul-americano do Reino Unido. Na visita, ela aproveitou para comparecer a uma partida de futebol no Maracanã e conheceu o ídolo Pelé, que tinha 28 anos na época.
Segundo o tabloide britânico The Sun, o governo do Reino Unido declarou luto nacional. O enterro da monarca deverá ocorrer nos próximos dez dias. Todo o processo é de responsabilidade do Earl Marshal e o governo britânico colocou seus planos de contingência em ação para garantir a segurança da cerimônia.
Ainda de acordo com a imprensa local, o funeral da rainha começará com uma procissão levando o corpo de Westminster Hall para a Abadia de Westminster, onde o serviço será realizado às 11h. O caixão será carregado em carruagem de canhão, puxada por marinheiros da Marinha Real em uma procissão militar.