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Obras na Fazenda Colubandê devem começar no segundo semestre

Redação | Publicado em:

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Fazenda Colubande Tania Rego EBC
Obras na Fazenda Colubandê devem ser iniciadas no segundo semestre. Foto: Agência Brasil



Com a descentralização de recursos da Secretaria de Estado de Fazenda para a Empresa de Obras Púbicas (EMOP), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras e a EMOP dão continuidade à elaboração do projeto de restauração do casarão e da capela da Fazenda Colubandê, em São Gonçalo, marco da arquitetura colonial do século XVII.



O projeto já foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e agora está em fase de orçamento e planejamento executivo das obras. O trabalho contempla todos os pontos danificados pelo tempo, assim como os procedimentos previstos na legislação pertinente aos bens tombados, mantendo as características espaciais e construtivas originais. A previsão é que as obras comecem no segundo semestre de 2020.



Um pouco da história



A Fazenda Colubandê é parte da sesmaria doada ao colonizador Gonçalo Gonçalves, fundador do município de São Gonçalo, que teve seu engenho vendido ao cristão Ramirez Duarte de Oliveira. Ele chegou a mudar de nome para fugir da Inquisição.



Em 1713, a fazenda foi confiscada pela igreja e entregue aos jesuítas. O casarão grande foi construído em torno de um poço do século 17, de acordo com a tradição judaica, e não segue um estilo padrão, pois foi sendo reformado ao gosto de cada dono. O teto tem estilo oriental, as janelas mostram influência da época de Luís XV e o entorno da varanda possui 16 colunas em estilo greco-romano, com conversadeiras entre as colunas.



O casarão-sede, de estilo jesuítico e características mouras na parte de cima, foi erguido ao lado da capela de Sant’anna. Datada de 1618, foi construída em homenagem a Nossa Senhora de Montserrat. Passou por reformas em 1740, quando foram instalados nas paredes da capela-mor dois painéis de azulejos portugueses em estilo barroco-rococó. Um mostra a imagem de Sant’Ana, mãe da Virgem Maria, ensinando-a a ler, e outro retrata o pedido de casamento de São Joaquim e Sant’anna, avós de Cristo.


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