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Brasil & Mundo

Marcas de café ‘fake’ com impurezas são vetadas; confira quais

Redação | Publicado em:

Reprodução / Pinterest



Três marcas de pó de café foram proibidas no Brasil por serem impróprias para consumo. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) após uma fiscalização que encontrou fraudes e riscos à saúde.

Por conta das irregularidades, os produtos foram desclassificados e as empresas responsáveis terão que recolher os lotes do mercado. As marcas reprovadas são Melissa (lote 0125A), Pingo Preto (lote 12025) e Oficial (lote 263), produzidas em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.



De acordo com o ministério, os lotes reprovados tinham excesso de impurezas, materiais estranhos e até substâncias tóxicas produzidas por fungos, conhecidas como micotoxinas. Esses problemas desrespeitam as regras de qualidade definidas pela legislação que regula o café vendido no país.

O Ministério explicou que, só no último ano, 35 marcas de café foram consideradas impróprias para consumo no Brasil, todas por apresentarem impurezas acima do permitido ou tentarem enganar o consumidor vendendo produtos que não seguem o padrão oficial.

Orientação ao consumidor

O Mapa orienta que quem tiver comprado algum desses produtos pare de consumir imediatamente. O cliente tem direito a pedir a troca do item, com base no Código de Defesa do Consumidor. Caso encontre algum desses cafés ainda à venda, o consumidor deve denunciar pelo site Fala.BR, informando o nome e o endereço do local da compra.

Entenda o que é ‘café fake’

O chamado “café fake” é um pó que tenta imitar o sabor do café, mas não é feito com grãos de verdade dentro dos padrões exigidos. Segundo especialistas, esses produtos usam outros ingredientes ou misturas para baratear o custo e acabam enganando quem compra.

A recomendação da Associação Brasileira da Indústria de Café é que os consumidores escolham apenas produtos que tenham o selo de pureza e qualidade, garantia de que o café segue as regras e não oferece risco à saúde.

O que dizem as marcas

Em nota, a empresa responsável pelo Melissa afirmou que o “produto não é comercializado nem rotulado como ‘café torrado e moído'” e que “não utiliza exclusivamente grãos de café, mas sim uma formulação alternativa legalmente permitida”. O ENFOCO não conseguiu localizar as marcas Pingo Preto e Oficial.

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