A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a segunda fase da Operação Castratio, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos públicos para serviços de castração e esterilização de animais no Rio de Janeiro. A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói, na Região Metropolitana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, os contratos investigados foram firmados entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e uma empresa privada. A soma dos valores envolvidos chega a aproximadamente R$ 200 milhões.
A investigação apura possíveis práticas de direcionamento de contratos, superfaturamento e fraude em licitações. Nesta segunda etapa, os agentes buscam ampliar o conhecimento sobre a atuação do grupo investigado e identificar a extensão das supostas irregularidades.
Os fatos também podem configurar crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outras infrações que venham a ser identificadas durante as diligências.
Um dos principais pontos da investigação é o volume financeiro dos contratos firmados entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e uma empresa privada.
Segundo a Polícia Federal, os acordos relacionados aos serviços de castração e esterilização de animais somam cerca de R$ 200 milhões.