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Política

Cessar-fogo na Câmara de São Gonçalo

Redação | Publicado em:

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Mariola PHS cr Câmara de SG 2
Vereador Mariola (tribuna) propõe banir armas do prédio da Câmara. Foto: Câmara de SG/Arquivo



Após cenas de agressão durante uma sessão legislativa, o porte de armas de fogo na Câmara Municipal de São Gonçalo pode ser definitivamente proibido. Um projeto de resolução de autoria do vereador Mariola (PHS) sobre o assunto aguarda votação.



As armas de fogo já estavam banidas do plenário desde a aprovação do Código de Ética em julho de 2018, mas se a nova proposta for aprovada, o armamento sequer poderá passar da portaria.



“Essa medida, na verdade, é um acautelamento. Teremos detectores de metal na entrada, para que todos possam estar em segurança na Casa”, afirmou o parlamentar, que espera que o projeto entre na pauta da Câmara ainda esta semana.



O projeto determina que ‘qualquer armamento, letal ou não, de fogo ou perfuro-contundente’ seja retido antes que o sujeito tenha acesso ao prédio. Até que os detectores de metal sejam comprados, no prazo de um ano, a equipe de segurança da Casa poderiam fazer revista pessoal.



Atualmente, há pelo menos três militares com mandatos em São Gonçalo. Entre eles, o próprio presidente, Diney Marins (PPS). O porte seria banido também para estes parlamentares. A única exceção seria para agentes públicos de segurança no exercício da função.



Na justificativa, o projeto menciona que ‘cenas de incivilidade envolvendo populares e mesmo os próprios representantes do povo’ não são raras na Casa. O projeto foi protocolado dias após a confusão entre vereadores, que ocorreu em 1º de outubro.



De acordo com Mariola, o projeto foi um reação direta ao episódio. Na ocasião, Eduardo Gordo (MDB) desferiu um soco contra o vereador Professor Paulo (PCdoB), que ocupava a tribuna. Gordo responde a uma denúncia na Comissão de Ética da Câmara.



“Antes disso, houve outras desavenças, a ponto de que se outros vereadores não interferissem, as pessoas iriam às vias de fato” afirmou. Para ele, pelo caráter democrático do parlamento, não há razão para porte de armas no prédio.


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