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Segurança Pública

Acusado de agredir criança se entrega à polícia em Niterói

Redação | Publicado em:

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Victor Arthur Pinho Possobom, de 32 anos, acusado de agredir e sufocar o ex-enteado em fevereiro deste ano, se entregou, na noite desta sexta-feira (16), na 77ª DP (Icaraí), em Niterói.

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) havia aceitado pedido de prisão preventiva expedido pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) pelo crime de tortura. Câmeras de segurança da recepção e do elevador de um prédio localizado em Icaraí, Zona Sul do município, gravaram as agressões. 

De acordo com a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine, há indícios suficientes de autoria e materialidade da ação penal, se tratando de um delito grave. 

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“As imagens contidas na mídia acautelada em cartório não deixam dúvidas. Há que se reconhecer que a autoria resultou claramente indiciada, assim como comprovados os indícios de materialidade delitiva acerca da prática da conduta criminosa. Há nítida superioridade física do réu face à vítima, o que por si só já demonstra a crueldade da conduta e a condição de indefesso da mesma”, disse.

Investigações

Victor e Jéssica Jordão, mãe da vítima, iniciaram o relacionamento em 2020, mas passaram a morar junto em 2021. O síndico do prédio viu as imagens das câmeras de segurança e denunciou o caso na delegacia. 

O caso foi comunicado à polícia em fevereiro e dois dias após a denúncia, a polícia chegou a ir até o edifício aonde a família morava para fazer diligências, mas Victor já havia se mudado com Jessica para um apartamento na Região Oceânica. Foi lá que, segundo a chefe de cozinha, ela foi vítima do cárcere privado e das agressões por parte de Victor.

Em julho, Jessica conseguiu fugir do cárcere. Segundo a vítima, ela teve chances de escapar outras vezes, mas não fez por medo. “Eu tinha medo. Queria sair com a minha filha nos braços e não conseguia. Eu tinha medo de sair de lá e deixar minha filha com ele, não sei o que ele poderia fazer. Eu só sai sem a criança depois de um tempo porque estava passando mal e com hemorragias decorrente do aborto”, disse. Ela alega ainda que está sem ver a bebê há, pelo menos, dois meses. 

A polícia iniciou as investigações do caso após ter conhecimento das imagens das câmeras de segurança do prédio que mostram as agressões. Informações chegaram a circular que ele havia sido internado em uma clínica psiquiátrica, mas foi negada pela família. No entanto, em fevereiro deste ano, uma psquiatra atestou que Possobom possui problemas psquiátricos e faz uso de medicamentos.

O laudo psiquiátrico emitido em um hospital particular de Niterói atesta que Victor sofre de problemas como “isolamento, choros constantes, tremores periféricos que alternam com momentos de euforia, compulsão alimentar, taquicardia e comportamentos compulsivos”.  Ainda no parecer, consta que o agressor faz uso de medicamentos para se manter estável. 

A defesa de Victor alegou, no entanto, que entrou com um habeas corpus preventivo, se antecipando a uma decisão da Justiça.

Acusação

A família do agressor levantou acusações contra Jessica, informando que ela seria acusada de tráfico de drogas. A informação foi confirmada por ela, que se defendeu. 

“Eu estava grávida do meu primo filho, que hoje tem quatro anos, na época, além disso, estava desempregada e sem apoio. Foi quando surgiu essa oferta de participar de tráfico internacional. Me falaram que seria rápido. Eu, sem opção, sem auxílio e sem ajuda, no desespero, acabei aceitando e me arrependo. Fiquei presa por quatro meses, fui julgado, sai em prisão domiciliar e desde então trabalho de carteira assinada, não me envolvi com mais nada. Só cuido do meus filhos e trabalho de forma honesta”, afirmou Jessica. 

Outras agressões

Essa não é a primeira vez que Victor é acusado de agressão. Em 2013, ele agrediu a mãe e uma ex-namorada. Em 2017, ele teve outra acusação também. Ele também tem outro filho, mas a Justiça decretou a perda do poder familiar dele da criança cuja qual ele é genitor. Ainda não se sabe a razão dessa decisão nesse último caso citado. Procurada, a mãe do rapaz nega que tenha sido agredida pelo filho. 

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