Uma central de distribuição de salgados em condições insalubres foi fechada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (3), no bairro do Andaraí, na Zona Norte da cidade. Oito pessoas estrangeiras foram detidas durante a operação. De acordo com as investigações, a residência utilizada como cozinha industrial funcionava sem qualquer tipo de controle sanitário.
A ação foi realizada por equipes da Delegacia do Consumidor (Decon) e da 32ª DP (Taquara). No local, eram preparados e embalados alimentos como esfirras e quibes, que posteriormente eram distribuídos para pontos de venda em bairros como Tijuca, Centro, Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, sob a aparência de “comida síria”.
Os detidos afirmaram ser refugiados oriundos da Síria. Eles foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos, e seus passaportes ficaram sob custódia das autoridades.
Condições inadequadas de higiene
O local utilizado para a preparação dos salgados apresentava condições de higiene precárias, com insetos circulando entre os utensílios e sobre as bancadas. Panelas danificadas armazenavam óleo de fritura reutilizado, já escurecido pelo uso contínuo.
As equipes constataram que o ambiente apresentava diversas irregularidades, como a presença de insetos entre os utensílios, uso de óleo de fritura visivelmente reutilizado e utensílios danificados. Restos de alimentos e massas estavam espalhados sobre bancadas com sinais de acúmulo de sujeira, enquanto os equipamentos apresentavam resíduos antigos de farinha e as paredes estavam sujas e com mofo.
Os alimentos eram armazenados diretamente no chão, em caixas de isopor sujas ou em sacolas reutilizadas, sem refrigeração adequada. O local também apresentava problemas estruturais, como fiação elétrica improvisada próxima a equipamentos de aquecimento, ausência de ventilação e pisos e superfícies com manchas antigas de gordura.
A cozinha apresentava instalações elétricas improvisadas, com fios expostos localizados próximos às fritadeiras, oferecendo risco de acidentes.
O caso será encaminhado à Vigilância Sanitária e os responsáveis poderão responder por crimes contra as relações de consumo, entre outras infrações.