A investigação sobre o assalto à casa de um vereador, em Niterói, teve um novo desdobramento nesta quarta-feira (28). A Polícia Civil prendeu um homem, de 26 anos, conhecido como CR, apontado pelos investigadores como líder de uma quadrilha especializada em roubos a residências de alto padrão e extorsões. Ele foi encontrado enquanto almoçava em um bar no bairro de Maria Paula, em São Gonçalo.
A prisão foi realizada por agentes da 76ª DP (Centro), em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. O homem é investigado por possível participação no crime ocorrido em fevereiro, no bairro de Pendotiba, em Niterói.
“No dia 10 de fevereiro deste ano, ele teria participado de um novo roubo, desta vez na casa de um vereador de Niterói.
A partir da análise de imagens das câmeras de segurança do condomínio e do CISP de Niterói, além de exames papiloscópicos, os investigadores conseguiram identificar ‘CR’ como suspeito. O grupo criminoso é oriundo de uma comunidade da cidade e já teria atuado anteriormente com outros integrantes. Agora, sob a liderança de ‘CR’, a quadrilha teria retomado a prática de crimes”, explica o delegado Lucas Brisola.
Família foi rendida durante invasão à residência
Segundo a Polícia Civil, o assalto aconteceu na madrugada de 10 de fevereiro, quando quatro homens armados invadiram a residência do parlamentar, localizada em um condomínio. Os moradores foram surpreendidos enquanto dormiam e foram amarrados pelos criminosos.
Enquanto parte dos suspeitos mantinha a família sob ameaça, os demais reviravam os cômodos e recolhiam celulares, joias e outros objetos de valor.
De acordo com as apurações, as vítimas também teriam sido obrigadas a fazer transferências bancárias via PIX para contas ligadas a integrantes do grupo. Na fuga, os assaltantes renderam o vigilante do condomínio, levaram a arma e o celular dele e roubaram um carro da família.
Investigação apura possível conhecimento da rotina da família
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores é que o acusado teria trabalhado como ajudante de pintor na residência do vereador cerca de dois meses antes do assalto.
Para a Polícia Civil, a passagem pelo imóvel pode ter permitido que ele conhecesse a estrutura da casa e a rotina dos moradores. A hipótese de que essas informações tenham contribuído para o planejamento do crime está entre as linhas investigadas.
Grupo também é investigado por sequestro
A apuração não se limita ao roubo em Pendotiba. Os agentes investigam uma possível ligação da quadrilha com o sequestro de um comerciante ocorrido em 19 de fevereiro, nove dias após a invasão à casa do vereador.
Segundo a polícia, o grupo teria planejamento prévio e divisão de tarefas. Entre os recursos supostamente utilizados nas ações estão veículos clonados, balaclavas e bloqueadores de sinal de comunicação, conhecidos como jammers.
Os investigadores também apuram possíveis vínculos dos suspeitos com criminosos da comunidade da Grota, em Niterói, e com integrantes remanescentes do chamado Bonde do Calebe, investigado em 2018 na Operação Kasparov.
Polícia tenta localizar outros envolvidos
Durante as diligências relacionadas ao caso atual, a Polícia Civil recuperou o veículo roubado da família do vereador e os celulares levados das vítimas.
O acusado será encaminhado ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça.