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Segurança Pública

Jovem apelidada de ‘Japinha do tráfico’ dispara: “Parem de me chamar assim”

Tayná Ferreira | Publicado em:

Reprodução


Após ter sido apontada como um dos mortos durante a megaoperação realizada no dia 28 nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio, Maria Eduarda, conhecida nas redes sociais como “Penélope”, reapareceu para desmentir os rumores sobre sua morte. A jovem também negou ser a “Japinha”, identificada como uma das principais integrantes da organização criminosa alvo da ação das forças de segurança.

A confusão começou quando uma foto, compartilhada em grupos e perfis nas redes sociais, sugeria que o corpo de uma mulher baleada no rosto seria o dela, informação que rapidamente ganhou grande repercussão. 



Em um vídeo publicado no Instagram Maria Eduarda começa: “Oi, meu nome é Maria Eduarda. […] Boatos de que eu tinha morrido… Então, eu estou viva. Isso tudo foi o que a internet criou. Essa tal de Japinha que estão falando aí… não sou eu. Essa menina não existe. Japinha não existe”, afirmou ela em um vídeo publicado nas redes sociais. Veja o vídeo completo:



Penélope destacou ainda que tem buscado se afastar de situações e acontecimentos ligados ao seu passado, sem especificar a quais se referia. “Tenho minha vida, minha história. Existem coisas da minha vida que prefiro deixar no passado e que não levo mais para o meu presente”, completou.

Polícia nega morte de “Japinha” após rumores 

Depois de circularem boatos de que “Japinha” teria sido morta durante a grande megaoperação, a Polícia Civil esclareceu que a informação é falsa. Segundo a corporação, nenhum corpo feminino foi encontrado no local.

De acordo com nota oficial, a imagem divulgada nas redes sociais era, na verdade, do corpo de Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos, natural da Bahia. Ele possuía antecedentes criminais e dois mandados de prisão em aberto.

Conhecida nas redes sociais por postar fotos ostentando armas e vestindo roupas camufladas, “Japinha” era apontada pelas autoridades como uma das principais integrantes da facção criminosa investigada na operação.

Inicialmente, chegou a ser divulgado que ela havia morrido após ser atingida por um disparo de fuzil no rosto durante um confronto. No entanto, a Polícia Civil desmentiu oficialmente a informação.

“Japinha do CV” também se pronuncia

Uma jovem apontada como a verdadeira “Japinha do CV” se pronunciou nas redes sociais nesta terça-feira (11), após a repercussão do caso. Em um vídeo de mais de seis minutos, que rapidamente viralizou, ela explica que abandonou a vida do crime há algum tempo e que agora se dedica integralmente à sua gravidez.

“Eu sempre deixei claro, desde o início da minha gravidez, que abri mão de tudo. Hoje em dia, o meu foco realmente é o meu filho”, afirmou.

Na gravação, a mulher nega ter sido chamada de “Japinha do CV” e diz que sempre foi conhecida como “Bibi”, ressaltando que o passado ficou para trás.

“Meu apelido nunca foi ‘Japinha’. Até estranhei bastante, mas meu apelido nunca foi esse”, disse.

Ela ainda comentou sobre a repercussão das imagens antigas: “Voltaram à tona algumas fotos minhas — o que pode acontecer — pois é o meu passado, e meu passado me condena. […] Me deixem em paz, para que eu possa ter uma boa gestação e meu filho possa ter uma boa criação”, concluiu.

Tayná Ferreira

Jornalista formada, apaixonada por contar histórias e dar voz a diferentes realidades. Atua principalmente na produção de reportagens especiais e na cobertura de temas relacionados a segurança pública e cidades. Estudante de Libras e defensora da causa animal. Instagram: @taynafjornalismo

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