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Região

Cavalo com sinais de maus-tratos é resgatado em Maricá

Redação | Publicado em:

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Animal estava desidratado e com feridas pelo corpo. Foto/Divulgação: Prefeitura de Maricá



Quatro dias após um cavalo ferido ser resgatado entre as ruas 1 e 42 em Itaipuaçu, no município de Maricá, outro animal abandonado voltou a mobilizar os moradores da região, desta vez entre as ruas 47 e 32.



Em apoio ao atendimento com a doação de soro, a Coordenadoria Especial de Proteção Animal esteve presente na figura da coordenadora e veterinária Milena Costa, que falou sobre a gravidade do abandono e dos maus-tratos, atraindo a atenção da população para a questão da violência contra cavalos que são usados como meio de transporte para pessoas e cargas.



“Esta é a terceira denuncia de abandono de cavalo que chega a nós em um período de duas semanas. Normalmente, estes animais são explorados puxando carroças, e quando já não podem mais fazer isto, são deixados”, disse Milena, acrescentando que não existe cavalo sem tutor.



“Se o tutor for identificado, será feito o registro da ocorrência. A população nos procurou achando que o acolhimento seria uma atribuição da Proteção Animal, mas, por lei, não é. Hoje a proteção animal faz um trabalho de controle reprodutivo e educativo”, ressaltou a coordenadora de Proteção Animal.



Apelidado de chiclete, o animal se encontrava em avançado estado de desidratação e desnutrição. Graças ao esforço coletivo de pessoas como as donas de casa Márcia Valéria Oliveira (47 anos) e Erica Sampaio (47 anos), que acionaram uma grande rede de apoio e organizaram uma ‘vaquinha’ para custear o atendimento veterinário, o animal foi levado para a clínica do médico veterinário Márcio Struminski.



“O primeiro procedimento foi verificar os sinais vitais (frequência cardíaca, temperatura, respiração e mucosas), após isso, foi realizado um tratamento de ‘ataque’ com solução hipertônica para melhorar a pressão sanguínea, que estava muito baixa devido a desidratação. Ele também recebeu cálcio, para melhorar a contração muscular e a contração cardíaca, e glicose. Somente após seis litros de soro ele conseguiu levantar”, finalizou Márcio.


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