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Ator Felipe Simas revela diagnóstico de doença rara

Redação | Publicado em:

Reprodução/Instagram


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O ator Felipe Simas revelou, na segunda-feira (29), que foi diagnosticado com neurite óptica, uma inflamação do nervo óptico que pode ser o sintoma inicial de uma doença autoimune rara, afetando o sistema nervoso central e podendo comprometer completamente a visão.

Através das redes sociais, ele publicou um vídeo, no qual relatou que descobriu a condição após ter apresentado visão turva e embaçada.

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“Hoje, vim compartilhar com vocês um momento que afetou nossas vidas de forma inesperada. Eu, Felipe Simas, fui diagnosticado e enfrentei a neurite óptica, uma condição que pode ser um dos primeiros sinais da doença do espectro da neuromielite óptica (NMOSD) — uma doença autoimune rara que afeta o sistema nervoso central, principalmente o nervo óptico e a medula espinhal”, escreveu o ator na legenda do vídeo.

O que é a neurite óptica?

Neurite óptica é uma inflamação do nervo óptico que pode indicar neuromielite óptica (NMOSD), uma doença autoimune com diversos estágios.

A NMOSD leva o organismo a produzir anticorpos contra a mielina, uma membrana formada por lipídios e proteínas que envolve os axônios, responsáveis por transmitir informações dos neurônios para o cérebro. A função principal da mielina é acelerar os impulsos nervosos.

Quando ocorre um ataque autoimune, uma inflamação pode retardar ou interromper os impulsos nervosos. Na neurite óptica, esse ataque afeta o nervo óptico, resultando em problemas de visão.

Além de afetar o nervo óptico, a NMOSD também pode comprometer a medula espinhal, diminuindo os impulsos nervosos e causando formigamento nos membros (pernas e braços) e dificuldades motoras.



Sintomas

O sintoma mais comum da neurite óptica é a visão prejudicada. Geralmente, os danos são reversíveis, mas o tratamento com corticoides pode levar cerca de três meses. No entanto, há casos de danos irreversíveis, portanto, é fundamental procurar um oftalmologista ou neurologista ao surgirem os primeiros sinais, como visão borrada, turva ou dor nos olhos.

O tratamento pode envolver medicamentos que reduzem o ataque à mielina. Além disso, a doença é mais comum na fase adulta, a partir dos 20 anos, e em mulheres, que têm maior predisposição para doenças autoimunes.

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