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Anvisa autoriza uso de novo remédio para pacientes no início do Alzheimer

Redação | Publicado em: - Atualizado 10 meses atrás

Leqembi é indicado para pessoas com demência leve causada pela doença - Foto: Banco de Imagens

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a comercialização de um novo medicamento voltado ao tratamento do Alzheimer em sua fase inicial. O aval, publicado no Diário Oficial da União no dia 22 de dezembro, permite o uso do Leqembi em pacientes que já apresentam sinais leves de comprometimento cognitivo associado à doença.

Produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe, o medicamento é indicado para pessoas com demência leve provocada pelo Alzheimer. A proposta do tratamento é desacelerar a evolução do declínio cognitivo, atuando em um dos principais mecanismos biológicos ligados à enfermidade.

De acordo com o registro aprovado pela Anvisa, o lecanemabe age reduzindo o acúmulo de placas beta-amiloides no cérebro, proteínas que se depositam entre os neurônios e são consideradas uma das marcas do Alzheimer. O Leqembi é administrado por via intravenosa, na forma de solução para diluição e infusão.

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Leqembi foi testado em quase 1.800 pacientes com sintomas iniciais da doença – Foto: Divulgação / Eisai

A liberação do medicamento se baseou em dados de um estudo clínico que acompanhou 1.795 pessoas diagnosticadas com Alzheimer em estágio inicial e que apresentavam evidências das placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes receberam o novo medicamento ou um placebo ao longo do acompanhamento.

Segundo a Anvisa, o principal critério de avaliação foi a evolução dos sintomas após 18 meses de tratamento. Para isso, os pesquisadores utilizaram a escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating – Sum of Boxes), ferramenta que mede a gravidade da demência e o impacto do comprometimento cognitivo nas atividades do dia a dia.

Os resultados indicaram que, em um subgrupo de 1.521 pacientes, aqueles tratados com o Leqembi apresentaram uma progressão mais lenta da doença, com aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação aos que receberam placebo. O dado sugere uma redução no ritmo de piora dos sintomas cognitivos ao longo do período analisado.

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