Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (13) em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, suspeito de participar do desaparecimento do segurança Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão expedido pela Justiça. Apesar do corpo da vítima ainda não ter sido localizado, a Polícia Civil já trata o caso como homicídio.
De acordo com os investigadores, o suspeito é apontado como um dos envolvidos no crime e trabalhava com a vítima. Um segundo acusado segue foragido, e diligências continuam sendo realizadas para localizá-lo.
O caso do segurança que desapareceu em Niterói
Segundo informações da investigação, antes de desaparecer, Maximiliano, que trabalhava como segurança no horto, chegou a fazer uma chamada de vídeo para a namorada, na qual aparecia ferido. Após o contato, equipes policiais foram acionadas e realizaram buscas no local indicado, mas a vítima não foi encontrada.
O desaparecimento de segurança, morador de Maricá, levantou diversas suspeitas e passou a ser investigado pelas autoridades como um possível crime violento.
Maximiliano, morador do bairro Inoã, no município de Maricá, teria saído de sua residência no período da manhã, com destino ao Horto do Fonseca, a fim de assumir o plantão. Diante de sua suposta ausência no trabalho e, posteriormente, também em sua residência, amigos e familiares passaram a considerá-lo desaparecido.
Reviravolta no caso
Ainda segundo a polícia, a partir das informações obtidas, foram realizadas diversas diligências, sendo posteriormente constatado que Maximiliano, na verdade, havia assumido o plantão no dia 21 de fevereiro, tendo chegado ao local em sua motocicleta. Contudo, acabou sendo morto no interior do próprio local de trabalho.
Após buscas por imagens de câmeras de segurança nas localidades próximas, a polícia identificou que as gravações confirmaram a entrada da vítima nas dependências do posto de serviço, inclusive confirmando a chegada através de mensagens enviadas em grupos internos de trabalho, nas quais Maximiliano informava ter assumido o plantão.
As investigações apontaram ainda que o vigilante, preso nesta sexta, aguardava a rendição no posto de serviço. Após alguns minutos, imagens de segurança registraram os dois envolvidos colocando, possivelmente, o corpo de Maximiliano no interior de um veículo. Após cruzamento de dados com o Centro Integrado de Segurança Pública de Niterói (CISP), foi possível identificar a placa do referido veículo, constatando-se que ele pertencia a uma empresa de segurança privada atuante em Niterói, cujo proprietário é um dos suspeitos.
Durante a manhã desta sexta-feira, advogados que representam o suspeito preso e o outro investigado que permanece foragido estiveram na sede da delegacia. No entanto, eles não preferiram não se manifestar sobre o caso.
A Polícia Civil segue realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o segundo suspeito envolvido.