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Segurança Pública

Polícia prende suspeito de integrar quadrilha de contraventor no Rio

Redação | Publicado em:

Foto de viatura da Polícia Civil do Rio de Janeiro estacionada em frente a uma delegacia, com foco no emblema da instituição. Ao fundo, movimentação de agentes durante o dia.
Agentes da Polícia Civil participaram da operação para cumprir mandados contra investigados por integrar esquema de roubos de veículos no Centro do Rio. Foto: Divulgação

Um homem apontado como integrante de uma organização criminosa ligada ao contraventor Bernardo Bello foi preso na tarde desta terça-feira (31), em um condomínio na Avenida Brasil, na Zona Oeste do Rio. De acordo com a Polícia Civil, o grupo é investigado por exploração do jogo do bicho, além de envolvimento em assassinatos e disputas por áreas de atuação.

A prisão foi realizada por agentes da 34ª DP (Bangu), em cumprimento a um mandado expedido pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores, o suspeito também é alvo de outras apurações, incluindo a Operação Ás de Ouro 3, deflagrada em 2024, que teve como um dos objetivos capturar Bernardo Bello.

A Polícia Civil informou que a prisão faz parte de ações para enfraquecer organizações criminosas na Zona Oeste e segue investigando a atuação do grupo.

Morte de advogado

O preso também é investigado por possível participação na morte do advogado Carlos Daniel Dias André, de 41 anos, executado a tiros no dia 31 de maio de 2022, no bairro Cafubá, em Niterói.

Segundo a polícia, um homem em uma moto se aproximou do carro da vítima e efetuou disparos. O caso chamou atenção dos investigadores porque o veículo era blindado e estava com os vidros fechados no momento em que o corpo foi encontrado. A polícia também apura a origem de um GPS instalado no automóvel.

Carlos Daniel era ex-policial civil e foi expulso da corporação em 2011, após ser preso pela Polícia Federal transportando traficantes durante uma operação na Rocinha. Ele cumpriu seis anos de prisão, período em que se formou em Direito. Depois de deixar o sistema prisional, passou a atuar como advogado criminalista, com foco em execuções penais, defendendo policiais e contraventores ligados ao jogo do bicho e a máquinas caça-níqueis.

Em nota, a Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim) lamentou o assassinato e prestou solidariedade à família e aos amigos.

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