O compositor Ed Motta compareceu, na manhã desta terça-feira (12), na 15ªDP (Gávea), na Zona Sul do Rio, para esclarecer o tumulto causado em um restaurante, na noite de sábado do dia 2 de maio. Nesta segunda-feira (11), o artista foi acusado de cometer injúria racial com os funcionários do estabelecimento, pouco antes de sair do local.
A informação foi confirmada pela Polícia Civil. Na delegacia, Ed Motta deu uma versão nova da história, que será analisada pelos policiais, e negou a acusação de ter chamado um dos funcionários do restaurante de “paraíba“.
Na ocorrência feita pelo funcionário, é declarado que o cantor se irritou e se descontrolou após um garçom cobrar a taxa de rolha de vinho. Em imagens flagradas por câmeras de segurança do local, é possível ver Ed Motta se levantando da mesa e arremessando uma das cadeiras do restaurante enquanto caminha até a saída.
Além dele, um dos amigos que acompanhava o cantor é investigado por crime de lesão corporal, acusado de arremessar uma garrafa de vinho nos funcionários durante a confusão.
Ed Motta arremessando uma cadeira na confusão:
O crime de injúria racial, neste caso xenofobia, é inafiançável no Brasil, com pena estimada de 1 a 3 anos de prisão e multa. Segundo os policiais, as investigações serão realizadas com base nas imagens de câmeras de segurança e nos depoimentos prestrados.

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