Uma operação policial terminou com um funcionário de um popular restaurante japonês em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, conduzido à delegacia, após ser flagrado que o estabelecimento fazia uso de ‘gato‘ para se manter em ativa. A prática, longe de ser comparável ao animal de estimação, configura como crime de furto de energia elétrica. O nome do restaurante não foi divulgado.
A ação foi realizada nesta quinta-feira (28), no bairro Estrela do Norte, conduzida por policiais da 72ª DP (Mutuá) e técnicos da Enel, concessionária de energia responsável pela região. O uso do ‘gato’ foi observado pelas equipes ao notar que os dois relógios medidores não mostravam o consumo real do restaurante.
As equipes foram acompanhadas por um funcionário do local, já que o proprietário não estava presente no momento da inspeção. Após a perícia criminal técnica confirmar o furto de energia elétrica, o trabalhador foi levado em flagrante.
Uso de ‘gato’ é crime
Popularmente conhecido como ‘gato’ ou até ‘gatonet’, o furto de energia ou conexão de internet é crime previsto no Código Penal brasileiro, com pena de 1 a 4 anos de reclusão. Caso o crime envolva a manipulação da rede elétrica, cabos ou telefonia, a pena máxima pode dobrar.
Além das sanções criminais, o proprietário do restaurante deverá responder administrativamente, além de ser obrigado a pagar um valor retroativo corresponde ao volume de energia consumido e não registrado.