Mesmo longe de Salvador, na Bahia, integrantes de uma facção criminosa continuavam movimentando o tráfico de drogas, armas e dinheiro como se estivessem dentro de seus territórios de origem. Usando comunidades de Jacarepaguá, como base estratégica, os criminosos teriam encontrado no Rio de Janeiro um refúgio para escapar da polícia e manter as operações ilegais funcionando em esquema de “home office”.
Nesta quinta-feira (11), a segunda fase da Operação Maré Vermelha foi deflagrada para atingir membros de uma organização criminosa baiana ligada ao Comando Vermelho. A ofensiva busca cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão na capital fluminense.
De acordo com as investigações, os alvos passaram a utilizar comunidades da região de Jacarepaguá, principalmente Rio das Pedras e áreas próximas à Gardênia Azul, como esconderijo para fugir da pressão das forças de segurança da Bahia sem interromper as atividades criminosas.
As apurações apontam que o grupo era liderado por um criminoso considerado uma das principais lideranças da facção no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Mesmo distante da Bahia, ele e seus comparsas continuavam atuando em esquemas ligados ao tráfico de drogas, tráfico de armas e movimentação financeira da organização.
A operação é realizada por policiais civis da 32ª DP (Taquara), em conjunto com equipes da Polícia Civil da Bahia. Com base no compartilhamento de informações de inteligência, os agentes tentam localizar foragidos, reunir novas provas e enfraquecer a estrutura logística e financeira da facção.