Bruno da Silva Loureiro, conhecido pelo apelido de Coronel e apontado como uma das lideranças do tráfico de drogas na Favela do Muquiço, foi preso na noite desta segunda-feira (22) no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O criminoso também foi investigado pela morte de Sther Barroso, de 22 anos, que foi espancada até a morte após se recusar a ficar com o traficante durante um baile funk realizado no Morro da Coreia, em Guadalupe, em agosto do ano passado.
A captura ocorreu após agentes da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar identificarem que o suspeito estaria na unidade de saúde para realizar um procedimento cirúrgico. Com a informação, policiais montaram uma operação no local e cercaram a área destinada à cirurgia. Equipes do 41º BPM (Irajá) também foram mobilizadas para dar apoio à ação e reforçar a segurança no entorno do hospital.
Segundo as investigações, Coronel tem ligação com a facção Terceiro Comando Puro (TCP) e é apontado como o principal responsável pelas atividades do tráfico na comunidade do Muquiço.
Até o ano passado, ele acumulava 12 mandados de prisão em aberto por crimes como organização criminosa, homicídio qualificado e associação para o tráfico de drogas.
Morte de jovem

Além dessas acusações, o traficante também foi alvo de investigações relacionadas à morte de Sther Barroso. De acordo com familiares da jovem, ela foi agredida após se recusar a deixar um baile funk acompanhada por um traficante no Morro da Coreia.
Sther foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. No entanto, segundo informações da unidade de saúde, ela já chegou sem vida ao local.
“Entregaram minha irmã desfigurada e sem vida. Ele acabou com a vida da minha irmã no local em que estávamos refazendo a nossa vida. Tirou a vida da minha irmã. Só Deus tinha esse direito”, escreveu a irmã de Sther em publicação no Instagram.
Segundo os familiares, depois das agressões, Sther foi deixada inconsciente na porta de casa, na Vila Aliança.
De acordo com os familiares, Sther e a família haviam deixado o Muquiço, comunidade onde moravam e chefiada por Coronel, para tentar um recomeço após terem sido roubados. A mudança, de acordo com parentes, simbolizava um novo capítulo de esperança para a jovem.
Ela contou ainda que havia ajudado Sther a se arrumar para o baile no sábado, onde a jovem iria assistir ao show de um dos artistas que mais admirava.
Outros crimes

De acordo com a polícia, Bruno da Silva Loureiro também é suspeito de ordenar o desaparecimento de vítimas e a ocultação de cadáveres em áreas dominadas pela facção.
O nome do criminoso também aparece em investigações sobre um ataque contra militares do Exército Brasileiro ocorrido em 2019. Na ocasião, traficantes da comunidade dispararam contra duas viaturas blindadas que circulavam pela região. Conforme apurado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a ação teria sido determinada por Coronel.