A relação entre Brasil e África, marcada por histórias, tradições e influências culturais, é o tema central da exposição “Oná – O Caminho da Arte que Nos Atravessa”, inaugurada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A mostra, instalada na Cúpula do Caminho Niemeyer, no Centro, fica aberta ao público até 9 de julho com entrada gratuita.
Promovida pela Prefeitura de Niterói, por meio da Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial (Supir), vinculada à Secretaria Municipal de Direitos Humanos, a exposição foi realizada em parceria com o Consulado de Angola e apresenta obras e manifestações artísticas relacionadas à cultura africana e afro-brasileira.
O projeto propõe uma reflexão sobre a presença da ancestralidade africana na formação da identidade brasileira, além de abordar memórias e narrativas que, segundo os organizadores, foram historicamente pouco valorizadas ou invisibilizadas.
A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A curadoria da exposição é assinada por Joel Vieira.
Arte, memória e direitos caminham juntos
A mostra integra as ações da Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial voltadas à ampliação do acesso à cultura e à criação de espaços de debate sobre diversidade e equidade racial. A proposta é aproximar o público de histórias, símbolos e expressões artísticas ligadas às contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros para a construção do país.
Para a secretária municipal de Direitos Humanos, Claudia Almeida, a exposição reforça a importância da cultura no processo de reconhecimento da identidade e no enfrentamento das desigualdades.
“A exposição Oná nos convida a reconhecer a profunda contribuição dos povos africanos para a construção da nossa identidade, da nossa cultura e da nossa história. Valorizar essa ancestralidade é também promover direitos humanos, fortalecer a democracia e enfrentar as desigualdades que ainda persistem em nossa sociedade”, afirmou.

O subsecretário de Promoção da Igualdade Racial, Oto Bahia, destacou que a iniciativa busca aproximar o público das raízes africanas presentes na cultura brasileira.
“Durante séculos tentaram criar uma distância entre nós e a nossa ancestralidade africana. Esta exposição reafirma justamente o contrário: os laços que nos unem permanecem vivos em nossa cultura, em nossa história e em nossa identidade”, declarou.
Segundo ele, a arte funciona como uma ferramenta de diálogo e transformação social, ao possibilitar novas formas de contato com memórias e trajetórias culturais.
A realização conta com apoio da equipe da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e parceria institucional do Consulado de Angola, fortalecendo a aproximação entre territórios que compartilham referências históricas e culturais.
A exposição também faz parte da preparação para o encontro Brasil-África com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palops), com foco na diáspora de retorno, movimento de reconexão de comunidades espalhadas pelo mundo com seus territórios e origens ancestrais.
Serviço: Exposição Oná – O Caminho da Arte que Nos Atravessa
- Período: 22 de junho a 9 de julho de 2026
- Local: Caminho Niemeyer – Cúpula (Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº, Centro)
- Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
- Entrada: gratuita