Há quase cinco meses foragido, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, voltou a ter o nome debatido na Justiça do Rio, depois dos advogados de Defesa pedirem a revogação do decreto de prisão preventiva alegando que o cantor está com um quadro gravíssimo de tuberculose pulmonar. No tribunal, ele é acusado de tentativa de homicídio e associação ao tráfico de drogas.
Segundo os advogados, a saúde de Mauro preocupa. Nos detalhes do pedido de revogação, a doença do rapper é descrita por lesões nos pulmões, tosse crônica e emagrecimento acelerado, no qual o réu teria perdido 5 kg apenas no último mês.
Apesar da apresentação do pedido, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3° Vara Criminal do Rio de Janeiro, negou a revogação e manteve a ordem de prisão preventiva sobre Oruam. Ao afirmar a decisão, a magistrada destacou que o cantor não se apresentou formalmente às autoridades e descumpriu decisões anteriores da Justiça.
Acusações contra Oruam
Oruam é acusado de tentativa de homicídio em um caso ocorrido no ano passado, em julho, após arremessar pedras contra viaturas de policiais, que cumpriam mandato de prisão de um adolescente na casa do artista, em Joá, na Zona Oeste do Rio.
O episódio também ficou marcado após o rapper publicar diversos vídeos nas redes sociais, onde desafiavam as forças policiais a “pegaram ele” dentro do Complexo da Penha, comunidade comandada pelo Comando Vermelho (CV).