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Segurança Pública

PMs são presos por vender arma apreendida em operação

Redação | Publicado em: - Atualizado 4 meses atrás

As investigações apontam que a comercialização da arma foi comprovada por meio da análise do conteúdo do telefone celular de um dos denunciados/ Foto: Divulgação/ MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, nesta terça-feira (30), mais uma fase da Operação Patrinus e prendeu um cabo e dois sargentos da Polícia Militar investigados por suspeita de desvio de conduta no 39º BPM (Belford Roxo). Um quarto policial, também sargento e alvo da operação, já se encontrava preso.

Segundo a investigação, os policiais se apropriaram de uma pistola calibre 9 milímetros apreendida durante uma operação realizada em 27 de julho de 2021, na comunidade da Caixa D’Água, em Belford Roxo. A arma teria sido vendida por R$ 6 mil, valor que, de acordo com a denúncia, foi dividido entre os envolvidos.

As investigações apontam que a comercialização da arma foi comprovada por meio da análise do conteúdo do telefone celular de um dos denunciados e da quebra do sigilo bancário dos investigados. Mensagens, fotografias, áudios e movimentações financeiras reforçaram as suspeitas apresentadas pelo Ministério Público.

Os militares foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ) pelos crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo. A ação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Em nota, o MPRJ destacou que os policiais teriam utilizado as prerrogativas e a confiança inerentes ao cargo público para cometer os crimes investigados.

Esta é mais uma etapa da Operação Patrinus, iniciada em 2024 para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo policiais militares lotados no 39º BPM, em Belford Roxo.

Na primeira fase da operação, deflagrada em maio de 2024, 13 policiais militares foram presos. Conforme o MPRJ, o grupo é suspeito de vender armas e drogas apreendidas em operações, cobrar propina de motoristas do transporte alternativo e mototaxistas, além de exigir pagamentos semanais de comerciantes em troca de proteção.

As investigações tiveram novos desdobramentos ao longo dos anos seguintes. Em julho de 2025, outros nove policiais foram presos por suspeita de atuar como seguranças particulares durante o expediente. No mês seguinte, mais dez militares foram detidos, investigados por supostamente cobrar propina de comerciantes para oferecer segurança armada.

Já em maio deste ano, o Ministério Público prendeu um cabo e denunciou outros 11 policiais militares por suspeita de participação em um esquema de corrupção em Belford Roxo. Segundo o Gaesp, entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024, os investigados recebiam pagamentos semanais de comerciantes para prestar serviços de segurança privada enquanto estavam em serviço.

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