Depois de quase nove anos desde a assinatura do contrato, a obra de ampliação do Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior, em Itaboraí, voltou a andar esta semana. O projeto, que prevê a implantação de um pronto-socorro infantil em estrutura própria, teve os serviços retomados na última segunda-feira (6), após quase um ano de paralisação. A previsão da prefeitura é concluir a obra no primeiro semestre de 2027.
Apesar de o contrato ter sido firmado em 2017, a construção só começou efetivamente em 21 de março de 2023. Ou seja, foram cerca de seis anos de espera até o início dos trabalhos. Depois disso, a obra voltou a parar em 8 de agosto de 2025, permanecendo interrompida por aproximadamente 11 meses.
A Secretaria Municipal de Saúde justifica que a paralisação ocorreu porque a empresa responsável precisou cumprir exigências contratuais. Com a regularização da documentação, a execução foi autorizada novamente. De acordo com a prefeitura, a obra já alcançou aproximadamente 68% de execução física.
Mais de R$ 2,6 milhões já foram pagos
Segundo dados oficiais apurados pelo ENFOCO, já foram desembolsados R$ 2,6 milhões na execução da obra. Desse total, metade dos recursos é da Secretaria Municipal de Saúde e a outra metade é proveniente de convênio com a Caixa Econômica Federal.
O contrato atualmente em vigor tem valor total de R$ 5,7 milhões. A prefeitura esclarece que esse montante corresponde ao valor integral da contratação firmada com a Caixa Econômica Federal e não apenas ao restante necessário para concluir esta etapa.
Pronto-socorro infantil
A administração municipal ressalta que Itaboraí já oferece atendimento de urgência e emergência pediátrica no Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior. O objetivo da obra é criar um pronto-socorro infantil em estrutura exclusiva, ampliando a capacidade de atendimento e oferecendo um espaço específico para crianças.
Nesta fase da retomada, os serviços serão concentrados na conclusão das estruturas e dos acabamentos necessários para colocar a nova unidade em funcionamento.
Apesar do avanço, moradores criticam a demora para a entrega:
“Todo mundo terminando, menos a obra do Pronto-Socorro infantil. Anos de atraso!”, ironizou um morador de Itaboraí nas redes sociais, ao comentar uma publicação que fazia referência aos recentes términos de casamento de famosos.
Estrutura vertical
Um dos pontos que gerou dúvidas foi a circulação vertical, que inclui elevadores e demais estruturas de acessibilidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, esses equipamentos continuam fazendo parte do contrato original e não foram retirados do projeto. No entanto, como a obra foi contratada pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), o projeto não pode ser alterado durante sua execução.
Por esse motivo, a circulação vertical será executada em um ‘eventograma futuro’, permanecendo no escopo da contratação, mas fora desta etapa da obra, conforme informou a administração municipal.