Candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está próximo de perder o apoio dos partidos Progressistas (PP) e União Brasil na campanha ao Palácio do Planalto. Desde o vazamento das conversas com Daniel Vorcaro, o senador se vê em meio à crise na família e de aliados a três meses das eleições.
A informação que circula nos bastidores é que as lideranças de ambos os partidos estariam descontentes com a campanha de Flávio, fator que se agravou com a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal pelo União Brasil. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Federal, na última terça-feira (8), com um fuzil no próprio carro.
Segundo dirigentes do PP e União, existe um sentimento de insatisfação com a postura de Flávio a respeito dos aliados durante a campanha para as eleições. No caso do PP, o presidente da sigla, Ciro Nogueira (PP-PI), teria se sentido abandonado pelo senador quando foi citado nas investigações da PF sobre o Banco Master.
Já para o União, as lideranças estariam sentindo um forte desgaste após Flávio ‘ignorar’ a prisão do aliado, Canella, e não dar satisfações aos eleitores sobre o caso.

Foto: Redes sociais
Auge e dificuldades na trajetória de Flávio
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio vinha deslanchando até maio nas pesquisas sobre intenção de voto para as eleições presidenciais deste ano, chegando a ficar empatado com Lula (PT), enquanto o atual presidente mostrava queda na taxa de aprovação do governo.
O cenário mudou, porém, após o Intercept Brasil divulgar conversas do pré-candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal. Em áudios enviados por Flávio, ele cobra do empresário o restante das parcelas para financiar o filme Dark Horse, produzido pela família Bolsonaro para contar a história de Jair.
Além da mancha na imagem, a crise na família apareceu para complicar ainda mais a campanha do senador, quando Michelle Bolsonaro publicou dois vídeos de 30 minutos relatando ter sido ‘apunhalada’ pelo enteado.
Na última semana, Michelle renunciou a presidência do PL Mulher sobre os comentários de Waldemar Costa Neto, presidente do partido, que afirmou que a senadora ‘desanimou’ de participar da campanha de Flávio.