É oficial: Jorge Jesus assumiu o comando como treinador da Seleção de Portugal, nesta sexta-feira (10). Em coletiva de imprensa, Jesus subiu no salto, impôs a maneira de pensar e futebol, e até relembrou o tempo com Neymar no Al-Hilal, da Arábia Saudita, quando não via dedicação suficiente do atacante em campo.
O treinador, de 71 anos, começou a ser cogitado para treinar Portugal logo após a eliminação da Copa do Mundo, na última segunda-feira (6), derrotado por 1 a 0 para a Espanha. Com a saída imeditada de Roberto Martínez do cargo, a imprensa portuguesa já cravava Jesus para assumir a vaga.
Na apresentação à imprensa, ele chegou confiante. Contou um pouco sobre o método de pensar o esporte, estratégias em campo e, ao falar sobre o relacionamento com os jogadores, Jorge Jesus mostrou o lado mais polêmico, com direito a postura firme sobre as futuras decisões que pode ou não tomar em campo.
Segundo o técnico, a palavra final para decidir o desempenho de um time é do treinador, e se ‘gabou’ por ser conhecido por isso.
“O jogo é que dita. O que é importante para nós treinadores é o rendimento do atleta, se ele não está rendendo, seja o jogador que for. Se tiver que ser substituído, vai ser, e se não tiver que ser, não vai ser“, comentou o treinador.
Ao relembrar do passado no Al-Hilal, onde treinou tanto Neymar, quanto Cristiano Ronaldo, Jesus comentou que quando percebeu que Neymar não tinha expectativa de atuar bem em campo, virou e disse: “Você… acabou”. Na época, a falta de Neymar em partidas pelo clube foi muita comentada pela imprensa, principalmente pelo valor o qual o atacante foi contratado pelo clube árabe.
“No meu passado, eu treinei os dois melhores jogadores do mundo. Só não treinei o terceiro, porque não dá mais, que é o Messi. Eu treinei Neymar e Cristiano Ronaldo. Neymar, uma vez eu disse: Você… acabou“, disse Jorge Jesus, arrancando risadas dos presentes na coletiva.
Neymar chegou no Al-Hilal em 2023, por cerca de 90 milhões de euros (aproximadamente R$ 500 milhões na época), depois de uma passagem de altas e baixas no Paris Saint-Germain (PSG). Na Árabia, o atacante recebia um salário por volta de 100 milhões de euros por ano. Por conta de lesões, ele jogou, em 1 ano e meio, apenas sete partida e marcou apenas 1 gol.