A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar, oficialmente, de colaborar da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto. Desanimada com o projeto de governo do filho de Jair Bolsonaro, Damares afirmou estar descontente com os ‘ataques da direita’ que recebeu.
Em entrevista à imprensa, a senadora expôs a relação que vinha tendo com a equipe de aliados de Flávio, afirmando que foi ‘atacada diretamente’. Em complemento, ela declarou que não foi procurada pelo senador para qualquer alinhamento tático ou desde que as alianças no Partido Liberal (PL), envolvendo a família Bolsonaro, fragilizaram.
Ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves foi convidada pelo próprio Jair Bolsonaro, durante a gestão do ex-presidente, para integrar o seu plano de governo, passando a representar uma força feminina entre os aliados do PL.
Até o momento, Flávio Bolsonaro e as lideranças do partido não se manifestaram sobre a decisão da parlamentar.
Crise na campanha
Desde a divulgação das conversas com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro encara uma campanha díficil, de crises entre aliados e até familiares.
No final de junho, Michelle Bolsonaro veio às redes sociais para expor o desentendimento que teve com o enteado envolvendo às decisões de campanha. Em dois vídeos de 30 minutos cada, ela contou que foi se sentiu ‘humilhada’ por Flávio, e que levou certos episódios como uma ‘punhalada’ pelas costas.
Alguns dias depois, a ex-primeira-dama do Brasil decidiu deixar a presidência do PL Mulher, segmento do partido à qual dizia ter orgulho de comandar.
Na última quinta-feira (9), dirigentes da federação PP-União comentaram a deixa de alinhamento com a campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, assim como Damares, por descontentamento com a postura do senador. Segundo bastidores, após a prisão de Márcio Canella (União), preso pela Polícia Federal, lideranças das duas siglas sentiram falta de um apoio maior do pré-candidato com as alianças.