Apontado pela polícia como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) em Niterói, Luiz Carvalho da Silva, conhecido como “Luiz Cicatriz”, de 43 anos, foi preso na manhã deste sábado (18), durante uma operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil no bairro Badu.
A captura ocorreu na Travessa Alcebíades Pinto após um trabalho de inteligência desenvolvido pelo 12º BPM (Niterói), com apoio da 79ª DP (Jurujuba). Com base nas informações levantadas, as equipes das Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) montaram um cerco tático que impediu qualquer tentativa de fuga.
Além de Luiz “Cicatriz”, outros cinco homens foram presos durante a ação. Segundo a Polícia Militar, entre os detidos estão um suspeito oriundo da comunidade do Sítio de Ferro e dois investigados apontados como integrantes da liderança do tráfico de drogas em Niterói.
Durante a operação, os policiais apreenderam uma pistola, material entorpecente, um veículo e R$ 128 em espécie. Todo o material foi encaminhado para a 79ª DP, onde a ocorrência foi registrada.
De acordo com as investigações, Luiz “Cicatriz” exercia influência sobre o tráfico de drogas nas comunidades Sítio de Ferro, Galinha, Cocada e Cantagalo, todas localizadas na região de Pendotiba, em Niterói.
As forças de segurança consideravam “Cicatriz” um dos principais alvos das operações de inteligência voltadas ao combate às facções criminosas que atuam na cidade.
Histórico criminal
“Cicatriz” é um velho conhecido das autoridades. Em outubro de 2024, ele foi preso por policiais da 72ª DP (Mutuá) em uma residência no bairro Barroco, em Itaipuaçu, Maricá, após ser monitorado pelo setor de inteligência da delegacia. Na ocasião, foi cumprido um mandado de prisão por associação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, ele já figurou entre os criminosos mais procurados de Niterói e possui passagens por crimes como latrocínio, homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa.
Antes disso, em abril de 2010, Luiz “Cicatriz” também foi preso pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), em Olaria, na Zona Norte do Rio. Conforme a investigação da época, ele havia sido condenado por tráfico de drogas, estava em liberdade condicional, mas descumpriu determinações judiciais e possuía mandados de prisão em aberto.