Há quase 20 anos presidente da Nicarágua, Daniel Ortega declarou o fim das eleições presidenciais no país, que não contará mais com alternância no poder. Segundo o aspirante a ditador, a decisão vai impossibilitar ainda mais qualquer chance de disputa política no país da América Central.
A declaração ocorreu durante uma cerimônia nesta segunda-feira (20), organizada para celebrar a Revolução Sandinista de 1979, que libertou a população do regime de Anastasio Somoza, marcado pelo forte militarismo e perseguição à oposição. Ortega ficou conhecido por participar ativamente da revolução.
‘Não haverá mais eleições aqui para aqueles que visam alcançar o governo e o poder. O dia em que partidos apoiados pelos Yankees (termo para se referir ao imperialismo norte-americano) e os Somocistas poderiam voltar ao poder acabou — nunca mais‘, disse o presidente.
Durante o evento, o ex-guerrilheiro também comentou sobre criar uma política de repressão contra possíveis ‘golpistas’ e ‘traidores da pátria’.
Daniel Ortega assumiu o poder da Nicarágua em 2007 e, gradualmente, foi enrijecendo a repressão no país e anulando políticas que garantiam a democracia de forma plena. No Conselho de Direitos Humanos da ONU, o governo do atual líder ao lado da esposa, Rosario Murillo, foi classificado como ‘Estado autoritário’, que sistematicamente quebra direitos humanos.
Via Reuters