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Niterói

Niterói cria força-tarefa para enfrentar possíveis impactos do El Niño

Ezequiel Manhães | Publicado em:

Grupo vai mapear as áreas mais suscetíveis aos eventos climáticos extremos. Foto: Arquivo

A Prefeitura de Niterói criou um grupo de trabalho para preparar a cidade para os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño, que pode provocar ondas de calor, estiagens, baixa umidade do ar e aumentar o risco de incêndios florestais. A medida foi oficializada por decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (21).

O objetivo é reunir diferentes secretarias municipais para identificar os pontos mais vulneráveis da cidade e elaborar um plano de ação para reduzir os impactos do fenômeno sobre a população e os serviços públicos.

Segundo o decreto, o grupo será responsável por avaliar os possíveis efeitos do El Niño em Niterói, mapear as áreas mais suscetíveis aos eventos climáticos extremos, propor medidas de prevenção e elaborar um plano de enfrentamento para situações como calor intenso, falta de chuvas, baixa umidade e queimadas.

Além disso, a força-tarefa vai integrar as ações de órgãos municipais com concessionárias de serviços essenciais, como a Enel, Águas de Niterói e Clin, para que os planos de emergência dessas empresas façam parte da estratégia de resposta do município.

O grupo será coordenado pela vice-prefeitura e contará com representantes das secretarias de Clima e Sustentabilidade, Defesa Civil, Saúde, Educação, Conservação, Urbanismo, Assistência Social, Planejamento, Administração, Secretaria Executiva e Coordenadoria Geral de Eventos. Também poderão participar universidades, instituições de pesquisa e órgãos estaduais e federais.

As reuniões serão realizadas a cada 15 dias, e o grupo terá prazo de até 180 dias para apresentar um relatório final ao prefeito Rodrigo Neves com um diagnóstico da situação, recomendações e propostas de ações para minimizar os impactos do El Niño na cidade.

O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No Brasil, ele pode alterar o regime de chuvas e favorecer períodos de calor intenso e seca em algumas regiões, aumentando os riscos para a saúde da população, o abastecimento de água, o fornecimento de energia e a ocorrência de incêndios florestais.

Ezequiel Manhães

Jornalista com experiência em hard news e produção audiovisual, tendo como foco reportagens factuais, especiais e conteúdos multimídia. Atua com rapidez, comprometimento e precisão na apuração, tendo como destaques coberturas de temas como política, economia, cidades, segurança pública e comportamento. LinkedIn: @ezequiel-manhães-b073921b3

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