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Hitmaker de Niterói: Lary celebra seis músicas no novo álbum de Anitta e revela bastidores

Ezequiel Manhães | Publicado em: - Atualizado 3 meses atrás

Natural de Niterói, Lary é cantora e compositora de grande sucessos. Foto: Divulgação / Lukkas Marques

Enquanto milhões de fãs ouvem o novo álbum de Anitta, uma niteroiense comemora um feito que acontece longe dos holofotes, mas é decisivo para o sucesso da música brasileira. Dona de canções gravadas por artistas como Ludmilla, Gloria Groove, Thiaguinho, Dennis e Luísa Sonza, a cantora e compositora Lary reafirma seu posto de hitmaker ao assinar seis faixas dos projetos Equilibrivm I e II, o mais recente trabalho da poderosa.

No segundo volume do álbum, lançado na última semana, Lary é uma das compositoras de “OKE” (feat Bro MC’s e Katu Mirim), “Tudo Isso”, “Deus Mãe” (feat King Saints) e “Não Me Cutuca” (feat Alceu Valença). Para a artista, natural de Niterói, o projeto representa o ponto mais marcante de sua trajetória escrevendo músicas.

Em entrevista ao ENFOCO, Lary contou que a experiência foi intensa desde o início. Ela participou do camp criativo do álbum ao lado de Anitta e de outros compositores, em um processo totalmente voltado para construir a identidade artística do projeto.

“Foi um projeto que me tirou da zona de conforto o tempo inteiro. A gente passou dias completamente imerso no universo da Anitta, entendendo quem ela era naquele momento, o que ela queria comunicar e para onde ela queria levar o projeto. Foi uma troca muito intensa. Além disso, trabalhar com uma artista que eu sempre admirei e acompanhar de perto a forma como ela pensa cada detalhe foi um aprendizado enorme. Saí desse projeto uma compositora muito melhor”, afirmou.

Segundo Lary, o convite surgiu graças ao reconhecimento conquistado ao longo dos últimos anos escrevendo sucessos para grandes nomes da música brasileira.

“Ao longo dos últimos anos tive a oportunidade de escrever para muitos artistas e construir uma trajetória que abriu muitas portas. Foi por causa desse trabalho que a equipe da Anitta me convidou para participar do camp do álbum. Quando recebi o convite fiquei muito feliz, porque sabia da importância daquele projeto e da oportunidade de contribuir com uma artista que sempre admirei”, confessa.

Ela explica que nenhuma das músicas nasceu de forma individual. Todas foram construídas coletivamente, sempre com participação direta de Anitta.

“Foi um processo muito colaborativo. Todas as músicas nasceram dentro do camp, sempre a partir das ideias, dos conceitos e das demandas da Anitta para o projeto. Ela participou muito ativamente de tudo, direcionando, opinando e deixando muito claro o que fazia ou não sentido para cada faixa. As seis músicas que assino foram feitas em parceria com outros compositores. A composição é muito coletiva e acho que essa troca é uma das partes mais bonitas do processo”, revela.

Natural de Niterói, Lary também ressaltou o orgulho de representar a cidade em um projeto de repercussão internacional. De acordo com o Spotify, Equilibrivm II estreou na segunda posição do ranking global de álbuns mais ouvidos, considerando o período entre 24 e 26 de julho.

“É um orgulho enorme. Niterói é a cidade onde eu nasci, onde cresci e onde comecei a sonhar com a música. Sempre fico muito feliz quando consigo levar um pedacinho da minha história e da minha cidade para projetos tão grandes. Espero que isso também inspire outras pessoas que estão começando e sonham em viver de música”, comemora.

Álbum mergulha na espiritualidade e na cultura brasileira

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Lançado na última quinta-feira (23), Equilibrivm II é a continuação do projeto iniciado por Anitta em abril deste ano e marca uma fase mais introspectiva da cantora.

O novo álbum reúne 17 faixas que passeiam por ritmos como funk, samba, reggae, forró, bossa nova e MPB, enquanto aborda temas como espiritualidade, ancestralidade, fé, autoconhecimento, amor e identidade brasileira.

Entre os convidados estão Maria Bethânia, Alceu Valença, Mart’nália, MC Tha, Alexandre Carlo, Mestrinho, King Saints, Grupo Ofá, Katú Mirim, Brô MC’s, Letícia Fialho, Kbrum e o duo de produtores Los Brasileros.

Além do álbum, Anitta lançou um curta-metragem musical que transforma as músicas em uma narrativa audiovisual inspirada em elementos da cultura brasileira, do candomblé, da umbanda, da ancestralidade indígena e da valorização das diferentes manifestações culturais do país.

Entre as faixas compostas por Lary, “OKE” reúne Anitta, Katú Mirim e o grupo Brô MC’s em uma celebração à resistência e à força dos povos indígenas. Em “Deus Mãe”, ao lado de King Saints, a cantora enaltece a força feminina e a maternidade. Já “Tudo Isso” e “Não Me Cutuca”, esta última em parceria com Alceu Valença, abordam temas como paz, liberdade e a busca pelo equilíbrio, conceito que dá nome ao projeto e sintetiza a proposta do novo trabalho da artista.

Na primeira parte de Equilibrivm, Anitta reuniu um elenco diverso de convidados, incluindo Marina Sena, Liniker, Luedji Luna, Melly, Ponto de Equilíbrio, Os Garotin, King Saints, Rincon Sapiência, Ebony, Shakira, Papatinho, Los Brasileros e Emanazul.

Além de Lary, o camp de composição dos álbuns contou com a participação de nomes como Alice Caymmi, Julio Fejuca, Iuri Rio Branco, Bárbara Dias, Jenni Mosello, Arthur Marques, Marcio Arantes, Marcelo de Lamare, Letícia Fialho, Carlos do Complexo, Elana Dara, Ju Strassacapa e Carolzinha, entre outros compositores e artistas.

Pingue-pongue com Lary

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Lary está prestes a lançar um trabalho musical. Foto: Divulgação / Lukkas Marques

ENFOCO: Você disse que esse foi o trabalho mais especial da sua carreira como compositora. O que tornou esse projeto tão marcante para você?

Lary: Foi um projeto que me tirou da zona de conforto o tempo inteiro. A gente passou dias completamente imerso no universo da Anitta, entendendo quem ela era naquele momento, o que ela queria comunicar e para onde ela queria levar o projeto. Foi uma troca muito intensa. Além disso, trabalhar com uma artista que eu sempre admirei e acompanhar de perto a forma como ela pensa cada detalhe foi um aprendizado enorme. Saí desse projeto uma compositora muito melhor.

ENFOCO: Como surgiu o convite para participar do EQUILIBRIVM?

Lary: Ao longo dos últimos anos tive a oportunidade de escrever para muitos artistas e construir uma trajetória que abriu muitas portas. Foi por causa desse trabalho que a equipe da Anitta me convidou para participar do camp do álbum. Quando recebi o convite fiquei muito feliz, porque sabia da importância daquele projeto e da oportunidade de contribuir com uma artista que sempre admirei.

ENFOCO: Como foi o processo criativo ao lado da Anitta e dos demais compositores?

Lary: Foi um processo muito colaborativo. Todas as músicas nasceram dentro do camp, sempre a partir das ideias, dos conceitos e das demandas da Anitta para o projeto. Ela participou muito ativamente de tudo, direcionando, opinando e deixando muito claro o que fazia ou não sentido para cada faixa. As seis músicas que assino foram feitas em parceria com outros compositores. A composição é muito coletiva e acho que essa troca é uma das partes mais bonitas do processo.

ENFOCO: Qual das seis músicas tem um significado mais especial para você?

Lary: Acho que a mais especial é “Não Me Cutuca”, principalmente por ter a participação do Alceu Valença. É um artista que eu admiro demais, então fazer parte de uma música que também tem a voz dele foi muito marcante para mim. Mas “Deus Mãe” também me toca de um jeito muito especial. É uma música que fala sobre maternidade e esse tema mexeu muito comigo durante o processo de criação. Foi uma composição que me emocionou bastante e que ganhou um significado muito profundo.

ENFOCO: O que representa levar o nome de Niterói para um projeto dessa dimensão?

Lary: É um orgulho enorme. Niterói é a cidade onde eu nasci, onde cresci e onde comecei a sonhar com a música. Sempre fico muito feliz quando consigo levar um pedacinho da minha história e da minha cidade para projetos tão grandes. Espero que isso também inspire outras pessoas que estão começando e sonham em viver de música.

ENFOCO: No cenário da música, os compositores ainda recebem pouco reconhecimento do grande público?

Lary: Acho que esse cenário melhorou bastante nos últimos anos. As pessoas estão cada vez mais curiosas para saber quem escreveu as músicas que elas amam e isso é muito legal. Ainda existe um caminho para que os compositores sejam mais reconhecidos, mas hoje eles já aparecem muito mais nas conversas, nas redes sociais e até nas estratégias dos próprios artistas. É um movimento muito positivo.

ENFOCO: Quais composições mais marcaram sua trajetória?

Lary: É difícil escolher porque cada música representa um momento importante da minha carreira. Acho que “Em Busca da Minha Sorte”, gravada pelo Thiaguinho, foi um divisor de águas e marcou muito a minha trajetória como compositora. Também tenho um carinho enorme por “Nosso Primeiro Beijo”, na voz da Gloria Groove, “Motinha 2.0”, do Dennis com a Luísa Sonza, e “Saudade da Gente”, gravada pela Ludmilla. São músicas que tiveram histórias e caminhos diferentes, mas que representam muito do que eu venho construindo como compositora.

ENFOCO: O que vem pela frente?

Lary: Agora estou muito focada no meu trabalho como cantora. Tenho um projeto muito especial para lançar e quero que as pessoas conheçam cada vez mais esse meu lado como artista. É um projeto que representa muito o momento que eu estou vivendo e estou muito animada para mostrar isso para o público. Mas a composição continua sendo parte de quem eu sou. Vou seguir escrevendo para outros artistas porque é algo que eu amo fazer e que caminha junto com a minha carreira. Uma coisa fortalece a outra e eu não consigo me imaginar fazendo só uma delas.

Ezequiel Manhães

Jornalista com experiência em hard news e produção audiovisual, tendo como foco reportagens factuais, especiais e conteúdos multimídia. Atua com rapidez, comprometimento e precisão na apuração, tendo como destaques coberturas de temas como política, economia, cidades, segurança pública e comportamento. LinkedIn: @ezequiel-manhães-b073921b3

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