Skip to content

Saúde & Bem-Estar

Número de mortes por HIV e Aids caem mundialmente, mas corte de gastos no Brasil acende alerta

Redação | Publicado em: - Atualizado 3 meses atrás

Aids e HIV ainda são questões a se resolver no Brasil
No Brasil, o combate às duas doenças ainda enfrentam desafios. Foto: Magnific

Dados divulgados, nesta segunda-feira (27), pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids), indicaram que 2025 registrou os menores patamares globais de HIV e mortes decorrentes da Aids dos últimos 20 anos. Apesar dos marcos históricos, a organização alertou que o objetivo de erradicar a doença até 2030 parece estar mais distante, visto o desinvestimento em prevenção e à alta de diagnósticos que acontecem em 21 países, incluindo o Brasil.

O estudo foi lançado no Rio de Janeiro, que sediou, pela primeira vez, a 26ª Conferência Internacional de Aids, maior encontro mundial sobre o tema. Segundo os dados levantados, no último ano, o mundo contabilizou 1,2 milhão de novas infecções por HIV e 570 mil mortes relacionadas à Aids.

Diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima ressaltou que a ciência disponibilizou ferramentas capazes de zerar a epidemia, com destaque para a PrEP injetável de longa duração, medicamente que protege não infectados por até seis meses. Por outro lado, ela defendeu que o avanço precisa vir acompanhado de preços acessíveis e uma produção ampla, não centralizada.

O Unaids estima que aproximadamente 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável para cumprir a meta da ONU de erradicar a Aids como ameaça de saúde pública até 2030. A medida, segundo a entidade, poderia evitar 2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes.

Apesar da positividade no projeto, os avanços enfrentam dois entraves que foram destacados pelo relatório:

  • Corte no financiamento: O orçamento do programa de assistência a países de baixa renda encolheu 23% em 2025.

    O contingenciamento afetou diretamente a distribuição de tratamentos: atualmente, uma em cada cinco pessoas com HIV no mundo não recebe medicação — índice que chega a quase metade quando observadas apenas as crianças.

  • Criminalização e preconceito: Em 2025, a criminalização de relações entre pessoas do mesmo sexo aumentou pela primeira vez, alcançando 66 países. O relatório contabiliza ainda 14 nações que criminalizam pessoas trans, 168 que proíbem o trabalho sexual e 152 que punem a posse de pequenas quantias de entorpecentes.

Via EBC

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Niterói

Defesa Civil alerta para chuva forte em Niterói neste domingo de segundo turno das eleições

Segurança Pública

Pai é investigado por torturar filha de 9 anos na Baixada

Rio

Novo vazamento no Sistema Guandu afeta abastecimento de água na Zona Oeste do Rio

Segurança Pública

Funcionário fica ferido e quatro são presos durante roubo a loja no Rio