A permanência de Gianni Infantino na chefia da Fifa se encontra mais ameaçada que nunca. Após o plano de vender participações nas principais competições do futebol falhar, federações ao redor de todo o mundo, e principalmente da Europa, articulam um plano para tirar o presidente da entidade do cargo.
O posicionamento das organizações é uma reação ao plano proposto por Infantino, que nitidamente não teve boa repercussão. Anunciado na última terça-feira (28), o presidente havia sugerido negociar partes das competições, como Copa do Mundo e Copa das Confederações, para empresários, aumentando a influência do setor privado no futebol.
Interpretada como absurdo pelas federações europeias, a Uefa rapidamente boicotou a Fifa, anunciando que iria deixar de participar das competições organizadas pela entidade, caso o plano de privatização avançasse. Diante da pressão, dois dias depois do anúncio a entidade abandonou a ideia.
Aproveitando a crise, as federações passaram a se posicionar a favor de colocar ainda mais pressão em Infantino e exigir o cargo do atual presidente da Fifa. Segundo o The Guardian, o suíço-italiano perdeu apoio de mais de 200 organizações para uma eventual reeleição, mesmo número que havia declarado apoio antes da proposta de negócios ser divulgada.
De acordo com o New York Post, o desespero de Infantino é tão grande que o presidente da Fifa teria ligado, inúmeras vezes, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir apoio. O jornal nova-iorquino ainda afirma que ele foi ignorado pelo republicano e passou a pedir ajudar para o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.