Niterói voltou a ser colocada no centro das discussões sobre ciência e inovação no país. Após passar pela 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou ao ENFOCO que a cidade é considerada estratégica para o desenvolvimento científico brasileiro e destacou que o Governo Federal pretende continuar fortalecendo projetos e investimentos na região.
“Niterói ocupa uma posição estratégica para a ciência brasileira. A cidade reúne universidades de excelência, centros de pesquisa, empresas inovadoras e uma tradição de produção de conhecimento que contribui para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Ela ressaltou que a União vem ampliando os investimentos em ciência, tecnologia e inovação, com apoio às universidades, institutos de pesquisa e projetos financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Luciana também destacou ações já em andamento no município, como o programa Mais Ciência na Escola, que leva laboratórios maker para 12 escolas da rede municipal.
“Nossa prioridade é criar condições para que cidades como Niterói continuem formando talentos, desenvolvendo tecnologias e gerando soluções que melhorem a vida da população”, completou.
Recado para os jovens

A ministra também aproveitou para incentivar os estudantes que sonham em seguir carreira na área científica. Segundo ela, o Brasil precisa de novos pesquisadores para enfrentar os desafios do futuro.
“A principal mensagem é que a ciência transforma vidas e que há espaço para os jovens brasileiros construírem esse futuro”, disse.
Ela ressaltou que o Governo Federal tem ampliado investimentos em pesquisa e inovação e desenvolvido programas para aproximar a ciência da sociedade.
“Queremos que cada jovem saiba que o Brasil precisa do seu talento para construir um país mais desenvolvido, sustentável e soberano”, afirmou.
Ciência para salvar vidas
Outro tema abordado foi o aumento dos eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais que afetam cidades da Região Metropolitana do Rio.
De acordo com a ministra, a ciência tem papel essencial na prevenção desses fenômenos e na proteção da população. Ela citou os investimentos em instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), responsáveis pelo monitoramento do território brasileiro e pela emissão de alertas para auxiliar a Defesa Civil.
“A adaptação às mudanças climáticas passa pelo conhecimento científico, pela inovação e pela cooperação entre União, estados e municípios para reduzir riscos e proteger a população”, concluiu.