Carlos Alberto de Lima da Silva, conhecido como “Cascão”, tem 42 anos e foi preso pela Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (19), em Niterói. Segundo a investigação, ele ocupava uma posição estratégica na estrutura do Comando Vermelho (CV) na Região Metropolitana do Rio.
A prisão ocorreu durante a Operação Fronteira Quebrada, conduzida por agentes da 76ª DP (Niterói). O investigado foi encontrado na Avenida Professor João Brasil, no Fonseca, enquanto visitava a namorada. A apuração que levou à captura durou aproximadamente quatro meses.
Qual era o papel de Cascão no CV?
De acordo com o inquérito, Cascão seria responsável pelo controle financeiro e logístico de parte da estrutura criminosa que atua em comunidades de Niterói e São Gonçalo.
A investigação aponta que ele coordenava a cadeia de aquisição e abastecimento de drogas e armas para territórios sob domínio da facção. Também teria participação na preparação e embalagem dos entorpecentes e na definição de medidas de segurança armada.
Por causa dessa posição na estrutura, a polícia passou a tratá-lo como um importante elo entre fornecedores e os pontos de distribuição na região. A imprensa também o descreveu como operador de uma rede com conexões internacionais.
Ligação com Niterói e São Gonçalo
Segundo os investigadores, Cascão mantinha ligações com comunidades como Nova Brasília, no Fonseca, e Morro do Castro, em São Gonçalo. A suspeita é de que essas conexões ajudassem a manter a estrutura de abastecimento utilizada pela organização.
Cascão já havia sido preso?
Sim. O histórico do investigado inclui uma prisão no Paraguai, em 2019, na cidade de Presidente Franco. Naquele momento, ele era alvo de um mandado relacionado à Operação Background, da Polícia Civil do Rio.
Segundo as investigações daquela operação, Cascão já era apontado como responsável pela cadeia de fornecimento de drogas e armas para comunidades de Niterói. Ele foi condenado a oito anos de prisão pela 4ª Vara Criminal de Niterói.
Ele deixou a prisão em dezembro do ano passado e, segundo a apuração atual, teria retomado a atuação na estrutura criminosa.