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Segurança Pública

Operação mira quadrilha acusada de impor internet e gás na Baixada

Redação | Publicado em:

Ação conjunta com o MPRJ cumpre 23 mandados e determina bloqueio de ativos e indisponibilidade de bens na capital e em Nova Iguaçu.
Polícia Federal e MPRJ realizam operação contra organização investigada por manter influência territorial e econômica na Baixada Fluminense. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Fora de Ordem. A ação investiga uma organização criminosa armada com influência territorial e econômica na Baixada Fluminense.

Ao todo, são cumpridos 23 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais na capital do Rio e em Nova Iguaçu. As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Segundo a investigação, o grupo atuaria pelo menos desde 2013 em bairros de Nova Iguaçu e municípios próximos. Os investigadores apontam o uso de domínio territorial, intimidação e violência para explorar atividades econômicas e impor determinados serviços à população.

Entre as atividades citadas estão a prestação de serviços de internet e a comercialização de gás de cozinha (GLP).

A apuração também identificou, segundo PF e MPRJ, uma estrutura dividida em diferentes núcleos. Entre eles estariam os setores de comando, financeiro, operacional, territorial e político.

Os investigadores apuram ainda possíveis vínculos entre integrantes do grupo e agentes públicos. Há também suspeitas de que a organização tenha buscado inserir integrantes ou interesses no aparato estatal.

Além das buscas, a Justiça determinou medidas patrimoniais contra os investigados. Entre elas estão o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro e a indisponibilidade de bens.

As providências têm como objetivo atingir estruturas que, segundo a investigação, poderiam ser utilizadas para ocultar ou movimentar recursos provenientes das atividades investigadas.

Os alvos poderão responder por organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados no decorrer da apuração.

A operação segue em andamento, e a análise do material apreendido deverá contribuir para esclarecer a estrutura do grupo, a atuação de seus integrantes e possíveis conexões com agentes públicos.

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