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Dolly Parton morre aos 80 anos nos Estados Unidos

Redação | Publicado em:

Morre Dolly Parton
A causa da morte ainda não foi revelada pela família - Foto: Instagram

A cantora, compositora e atriz americana Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. O anúncio foi feito pela família da artista nas redes sociais, encerrando uma trajetória de quase seis décadas marcada por sucessos na música country, atuações no cinema, projetos sociais e uma carreira que levou seu nome muito além dos Estados Unidos.

Conhecida por clássicos como “Jolene”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”, Parton se tornou uma das artistas mais populares e bem-sucedidas de sua geração. Ao longo da carreira, vendeu mais de 100 milhões de discos e recebeu 11 prêmios Grammy, incluindo uma homenagem pelo conjunto da obra.

A mensagem divulgada após sua morte, segundo a publicação, havia sido preparada a pedido da própria cantora. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, um sobrinho da artista, que atuava como chefe de segurança da família, relatou uma conversa que teria tido com ela antes de sua morte. Dolly Parton ainda não foi divulgada pela família.

“Dolly me ligou e disse que queria descansar em uma linda cama de algodão porque, depois de uma vida usando pesados strass, finalmente merecia estar confortável e descansar um pouco”, disse.

Nascida em uma família que costumava descrever como “extremamente pobre”, no Tennessee, Parton construiu uma carreira que a transformou em um dos principais nomes da cultura americana. Com cabelos loiros, roupas extravagantes e uma personalidade que conquistou diferentes públicos, ajudou a levar a música country a novos mercados e a projetá-la internacionalmente.

Mas sua trajetória não ficou restrita aos palcos. Parton apresentou programas de televisão, atuou em filmes e criou o parque temático Dollywood, no Tennessee, que se tornou uma das atrações mais conhecidas do estado.

No cinema, estreou em 1980 em “9 to 5”, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. A música do filme garantiu a ela uma indicação ao Oscar de Melhor Canção. Parton voltou a disputar a estatueta em 2006, com “Travelin’ Thru”, escrita para “Transamerica”. Também esteve em produções como “Steel Magnolias”, “Rhinestone” e “Straight Talk”.

Compositora de milhares de canções

Embora tenha se destacado como intérprete, foi como compositora que Dolly Parton construiu uma parte central de seu legado. Estima-se que ela tenha escrito cerca de 3 mil canções ao longo da vida, embora tenha gravado aproximadamente 450 delas.

A capacidade de transformar histórias pessoais em músicas ajudou a ampliar o alcance de sua obra. “I Will Always Love You”, composta e originalmente gravada por Parton, ganhou uma nova dimensão mundial com a versão de Whitney Houston. “Jolene” também foi reinterpretada por artistas de diferentes estilos, entre eles Beyoncé e a banda The White Stripes.

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Parton ainda manteve parcerias musicais com a afilhada Miley Cyrus e com o pai dela, o cantor Billy Ray Cyrus.

Ao longo da carreira, 25 de suas músicas chegaram ao primeiro lugar das paradas country da Billboard. Ela entrou para o Hall da Fama dos Compositores e recebeu, em 2007, o Prêmio Johnny Mercer, uma das principais honrarias da instituição. Em 2022, passou a integrar o Hall da Fama do Rock and Roll.

Seu primeiro Grammy foi conquistado em 1978, por “Here You Come Again”. Dez anos depois, recebeu o People’s Choice Award como artista feminina favorita em todas as categorias.

Música, solidariedade e educação

A relação de Dolly Parton com o público também foi construída fora do entretenimento. A cantora apoiou diferentes causas ao longo da vida e investiu em projetos de educação e assistência social.

Durante a pandemia de Covid-19, doou US$ 1 milhão para pesquisas sobre vacinas na Universidade Vanderbilt. O dinheiro ajudou a financiar estudos que contribuíram para o desenvolvimento da vacina da Moderna.

Parton também criou um programa de distribuição de livros voltado para crianças em idade pré-escolar, expandido para os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Irlanda. Em sua região natal, concedeu ainda bolsas de estudo para estudantes do ensino médio.

Como forma de homenagem, uma estátua em tamanho real da artista foi instalada em frente ao tribunal do condado onde nasceu. Em 2021, no entanto, ela pediu que uma proposta para erguer outra estátua em sua homenagem, em Nashville, fosse suspensa.

“Considerando tudo o que está acontecendo no mundo, não acho que me colocar em um pedestal seja apropriado neste momento”, afirmou na época.

Apesar do reconhecimento no cinema, na televisão e nos negócios, Parton dizia enxergar na composição o ponto mais importante de sua trajetória.

Em seu livro “Dolly Parton, Contadora de Canções”, escreveu que esperava ser lembrada, acima de tudo, como compositora.“As canções são o meu legado”, afirmou.

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