Skip to content

Rio

Rio corta mais de 6 mil cargos comissionados e estima economia de R$ 221 milhões

Redação | Publicado em: - Atualizado 2 meses atrás

Rio corta 6,1 mil cargos comissionados e estima economia de R$ 221 milhões
Decretos foram publicados no Diário Oficial de sexta-feira (2), e são novas medidas para racionalizar a estrutura do Poder Executivo. Foto: Divulgação

O governo do Rio de Janeiro exonerou 6.145 servidores comissionados desde março e calcula economizar R$ 221 milhões até o fim deste ano com a redução da estrutura administrativa. O número representa uma parcela significativa dos 14.340 cargos em comissão existentes no Estado naquele mês.

A medida integra uma reestruturação conduzida pela gestão interina do desembargador Ricardo Couto, que assumiu o governo em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado. Até 21 de agosto, foram registradas 2.496 novas nomeações. A economia projetada considera apenas os cargos que permanecerem desocupados.

Segundo o governo estadual, parte dos comissionados dispensados não possuía sequer credenciais para acessar sistemas internos, como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Esses servidores eram classificados internamente como funcionários fantasmas e, de acordo com a administração, compareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto.

O processo de revisão da estrutura ainda não terminou. Novos cortes poderão ocorrer depois da conclusão de auditorias realizadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela Controladoria Geral do Estado (CGE).

A gestão também reduziu a quantidade de secretarias. O governo passou a ter 28 pastas, quatro a menos que as 32 existentes em março. A mudança ocorreu por meio da fusão de algumas secretarias.

Desde o início da atual administração, o governo afirma ainda ter priorizado servidores de carreira nas nomeações para o primeiro escalão. Os ocupantes de cargos em diferentes níveis passam por avaliação do GSI. A justificativa é reduzir despesas e buscar maior eficiência, transparência e controle sobre o uso dos recursos públicos.

A reorganização ocorre em meio à mudança no comando do Estado. Cláudio Castro deixou o cargo em março para concorrer ao Senado. No dia seguinte à renúncia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o declarou inelegível. Em 2 de junho, a Corte manteve a decisão ao analisar os recursos, por 5 votos a 2. A punição estabelece oito anos de inelegibilidade, contados a partir das eleições de 2022, deixando Castro impedido de disputar eleições até 2030.

Notícias Relacionadas

Oportunidades estão distribuídas por diferentes regiões da cidade e incluem 211 postos exclusivos para pessoas com deficiência.
Rio

Rio tem 1.799 vagas de emprego, incluindo 500 para PCD

Últimas Notícias

Brasil & Mundo

TSE dá 24h para Meta explicar critérios para manter ‘Exército do Lula’ no ar

Política

Flávio e Lula chegam em acordo para quebra de sigilo no TSE

Esportes

Fifa anuncia Catar como sede da Copa Intercontinental 2026

Segurança Pública

Gerente que agrediu atendente por beber água em farmácia é demitido no Rio