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Segurança Pública

Polícia caça chefe do CV e mira ‘Equipe Astro’ em operação no Rio

Redação | Publicado em:

A ação é realizada por agentes da Draco. Foto: Arquivo / Divulgação / Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil visa, nesta quarta-feira (2), desarticular um dos grupos armados apontados como responsáveis pela expansão territorial do Comando Vermelho na Zona Sudoeste do Rio. Batizada de “Equipe Astro”, a organização é alvo de mandados de prisão e de busca e apreensão, principalmente nas comunidades da Gardênia Azul e Cidade de Deus.

A ação é realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Segundo as investigações, a “Equipe Astro” funciona como um braço armado do Comando Vermelho, mobilizado para invadir territórios, promover confrontos e ampliar o domínio da facção. O grupo é apontado como participante de ofensivas em Curicica e Camorim e, mais recentemente, de invasões e disputas em Rio das Pedras e Muzema.

Principal alvo

O principal alvo da operação é um criminoso conhecido como “Astro” ou “Lisboa”, apontado pela polícia como comandante do grupo.

A investigação é um desdobramento de uma primeira fase da operação, que identificou Pierre Sá da Silva, o “PQD”. Segundo a Draco, ele possuía treinamento militar e repassava os conhecimentos a integrantes do tráfico, inclusive por meio de instruções aos criminosos. PQD foi neutralizado após atacar policiais durante a primeira etapa da ação.

Nesta nova fase, os agentes avançam sobre a estrutura ligada a Astro, buscando identificar e prender outros integrantes da organização.

Grupo tinha estrutura para invasões

De acordo com a Polícia Civil, a “Equipe Astro” não atuava de forma improvisada. O grupo contava com criminosos fortemente armados e uma estrutura organizada para logística, execução das ações e monitoramento das forças de segurança.

O trabalho de inteligência da Draco permitiu identificar a cadeia de comando e apontar a participação individual dos suspeitos nas atividades criminosas.

As diligências continuam nesta quarta-feira para localizar os demais integrantes envolvidos na organização.

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