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Segurança Pública

Golpista se passa por técnico do Grêmio para arrancar dinheiro de jogadores

Redação | Publicado em:

Segundo informações compartilhadas pelas polícias do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, o investigado já teve passagens por clubes de futebol e havia sido preso em flagrante, em 2024/Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Um homem investigado por se passar pelo técnico Luís Castro, do Grêmio, para pedir transferências via Pix a jogadores do clube foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (2), durante uma operação no bairro São Matheus, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Segundo as investigações, um dos atletas chegou a transferir R$ 22 mil ao golpista.

De acordo com os policiais, ele estava com munições no momento da prisão.

A operação investiga um esquema de estelionato praticado por meio eletrônico e falsa identidade. Conforme as apurações, o golpista criava perfis falsos em aplicativos de mensagens e utilizava imagens de treinadores de futebol para abordar jogadores profissionais.

A investigação foi conduzida por policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) e da 143ª DP (Itaperuna), em parceria com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. As apurações começaram depois que quatro jogadores do Grêmio receberam mensagens de um número de telefone registrado em nome de um terceiro. O perfil utilizava a fotografia do técnico da equipe para dar credibilidade à abordagem.

De acordo com os investigadores, o golpista inicialmente buscava estabelecer uma relação de confiança com os atletas. As conversas envolviam assuntos pessoais, familiares e relacionados ao desempenho dos jogadores nos treinamentos. Em um dos casos, o contato durou vários dias, e o criminoso chegou a pedir que as conversas fossem mantidas em sigilo.

Depois de conquistar a confiança de um dos jogadores, o golpista apresentou uma suposta campanha para arrecadar dinheiro destinado à compra de cestas básicas para uma instituição social no Rio de Janeiro. O atleta aceitou participar e transferiu mais de R$ 22 mil, quantia que seria utilizada para a compra de 300 cestas. A transferência foi realizada em maio e, segundo a investigação, o dinheiro foi enviado para uma conta bancária controlada pelo grupo criminoso.

Na sequência, o suspeito tentou convencer o jogador a fazer uma segunda transferência, no valor de R$ 50 mil. Ele afirmou que outro atleta, que estaria fora do Brasil, também pretendia contribuir com 600 cestas básicas e pediu que a vítima adiantasse o pagamento. A segunda transferência não foi realizada porque o valor excedia novamente o limite bancário do jogador. Os outros três atletas abordados não chegaram a efetuar pagamentos.

As investigações apontam que o grupo mantinha uma estrutura em Itaperuna para movimentar e ocultar o dinheiro obtido com as fraudes. Os valores eram inicialmente depositados em contas bancárias de moradores do município e, posteriormente, repassados ao suspeito.

O trabalho de inteligência também identificou que o número utilizado nas abordagens havia mantido contato com outros jogadores vinculados a clubes brasileiros, além de um atleta que atua em uma equipe europeia e um artista de grande popularidade nacional.

Segundo informações compartilhadas pelas polícias do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, o investigado já teve passagens por clubes de futebol e havia sido preso em flagrante, em 2024, por envolvimento em um crime semelhante.

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