Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, vive um novo momento econômico impulsionado pelo aumento das receitas provenientes dos royalties do petróleo. O município, que já recebia recursos da exploração petrolífera, ganhou uma nova perspectiva financeira após o reconhecimento judicial de créditos retroativos.
Em 2025, uma decisão envolvendo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reconheceu o direito de Búzios a cerca de R$ 1,3 bilhão em créditos de royalties retroativos. O município já passou a receber as parcelas e também conta com uma perspectiva de aproximadamente R$ 28 bilhões adicionais ao longo de 48 anos.
Para 2026, o orçamento municipal foi estimado em R$ 715.031.462,40. Já para 2027, a projeção é de R$ 1 bilhão, sinalizando uma mudança significativa na capacidade financeira do município.
Em relação aos royalties provenientes da partilha do pré-sal, vale destacar que a legislação estabelece a destinação obrigatória de 75% dos recursos para a educação e 25% para a saúde. Dessa forma, parte importante desses recursos deve estar vinculada a investimentos nessas duas áreas.
Na gestão do prefeito Alexandre Martins, o fortalecimento da cadeia de eventos também tem sido uma estratégia para movimentar a economia local, beneficiando hotéis, restaurantes, comércio, transporte e demais segmentos de serviços.
Esse movimento se soma ao crescimento da arrecadação própria. Entre 2021 e 2025, a arrecadação de ISS de Búzios dobrou, indicando a expansão da atividade econômica e o fortalecimento do comércio e dos serviços.
Aplicação planejada dos royalties
Com maior capacidade financeira, o município reúne condições para avançar em projetos de infraestrutura, saneamento, mobilidade, urbanização, turismo e preservação ambiental. A aplicação planejada dos royalties pode transformar uma receita extraordinária em investimentos capazes de gerar resultados permanentes.
Para uma cidade cuja economia depende fortemente do turismo, a preservação ambiental também é uma estratégia econômica. Praias, áreas costeiras e paisagens naturais são ativos fundamentais para manter Búzios entre os principais destinos turísticos do país.
Nesse cenário, o turismo pode ser o “royalty do futuro” de Búzios. Enquanto o petróleo é uma riqueza finita, a atividade turística pode continuar gerando empregos, negócios, investimentos e arrecadação por décadas, desde que acompanhada de planejamento, infraestrutura e sustentabilidade.
O desafio, portanto, é transformar o aumento das receitas em desenvolvimento permanente. Com os royalties retroativos já sendo pagos, orçamento projetado para R$ 1 bilhão em 2027 e o ISS dobrando entre 2021 e 2025, Búzios entra em um novo ciclo de investimentos e fortalecimento de sua economia.