Começa nesta segunda-feira (14), às 13h30, na 21ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, o julgamento de seis réus acusados de agredir brutalmente uma capivara na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O episódio ocorreu em março e gerou forte comoção.
Os réus respondem pelas práticas de maus-tratos qualificados por crueldade, caça ilegal, associação criminosa e corrupção de menores. O grupo permanece sob custódia desde o final de março, período em que dois adolescentes também foram apreendidos por envolvimento no caso.
O crime veio à tona após a circulação de registros de câmeras de segurança que flagraram a perseguição e o espancamento do animal na orla do Quebra Coco, na madrugada do dia 21 de março. De acordo com relatos de vizinhos, a capivara integrava um grupo familiar de capivaras que habitava a região havia anos, mantendo convivência pacífica com a comunidade local.
As imagens revelaram o momento em que os agressores surgiram armados com pedaços de pau logo atrás da capivara, que tentou escapar sem sucesso. Cercada e atingida repetidas vezes, ela desabou no chão antes que o bando fugisse. Na manhã seguinte, o animal foi avistado vagando debilitado pelo bairro até buscar refúgio em um terreno baldio, onde equipes da Patrulha Ambiental realizaram a contenção e a sedação para o resgate médico.

O animal sofreu traumatismo craniano, perfurações pelo corpo e uma lesão grave em um dos olhos. Após passar por dois meses de reabilitação sob cuidados veterinários especializados, a capivara obteve alta e retornou ao seu habitat natural.
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) conseguiu identificar todos os suspeitos no mesmo dia do crime. Pouco tempo depois, o Grupo de Atuação Especializada en Meio Ambiente, vinculado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaema/MPRJ), formalizou a denúncia contra os investigados