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Segurança Pública

Acusado de matar companheira a facadas é condenado a mais de 40 anos em Niterói

Redação | Publicado em:

Acusado de matar companheira a facadas é condenado a mais de 40 anos em Niterói
Elizabeth de Lima Mendonça, de 46 anos, sofreu golpes de faca no pescoço - Foto: Reprodução

Um homem foi condenado a 42 anos de prisão pelo feminicídio da companheira, Elizabeth de Lima Mendonça, de 46 anos, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (14) pelo Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri da cidade. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado.

O crime aconteceu em janeiro de 2025, no apartamento onde o casal morava, no bairro de Icaraí. Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do assassinato e concluíram que Elizabeth foi morta por razões relacionadas à sua condição de mulher.

Segundo a sentença, a vítima foi atacada depois de manifestar a intenção de terminar o relacionamento, que durava cerca de 20 anos. Ela sofreu golpes de faca no pescoço e foi deixada agonizando, sem receber socorro.

O laudo pericial apontou ferimentos graves, incluindo lesões compatíveis com degolamento. Os jurados também reconheceram o emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima.

A sessão foi presidida pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce. Na sentença, a magistrada destacou a violência do ataque e considerou que Elizabeth estava desarmada e sem possibilidade de receber ajuda. A pena-base foi estabelecida em 28 anos de prisão e posteriormente aumentada pelas circunstâncias reconhecidas pelo Tribunal do Júri.

Além da prisão, o réu foi condenado a pagar R$ 10 mil à família da vítima por danos morais. Ele permanece preso enquanto Ministério Público e Defesa, que informaram que pretendem recorrer, apresentam seus recursos.

Relembre o caso

Elizabeth trabalhava como corretora de seguros e não apareceu no trabalho no dia seguinte ao crime, o que preocupou o patrão. Ele foi até o prédio onde ela morava, chamou na porta do apartamento e, como não recebeu resposta, deixou o local.

Um cliente relatou à época que havia falado com Elizabeth pela última vez na tarde anterior. Por volta das 16h, os dois conversaram sobre o seguro de um veículo. Segundo o homem, ela informou que estava tudo certo e que trataria dos detalhes com a empresa.

A Polícia Civil foi acionada após informações sobre um possível feminicídio. Uma equipe da 79ª DP (Jurujuba) esteve no imóvel, enquanto agentes da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) realizaram a perícia.

O corpo foi encontrado no chão do quarto do apartamento, localizado no segundo andar, e posteriormente levado para o Instituto Médico Legal (IML) do Barreto.

Na época, um funcionário do prédio afirmou que não havia ouvido uma discussão entre o casal. Vizinhos contaram que Elizabeth vivia no imóvel com a mãe e o companheiro havia cerca de quatro anos. A mãe da vítima estava viajando.

Após a prisão do companheiro, a investigação trabalhou, entre outras hipóteses, com a possibilidade de que o crime tivesse sido motivado por ciúmes.

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