Uma força-tarefa criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pelo Ministério da Fazenda retirou do ar 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online. A operação foi intensificada após a sanção da Medida Provisória (MP) que proibiu o mercado de bets no Brasil.
Além da derrubada das páginas, um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao MJSP, mapeou a circulação de anúncios ilegais em grandes plataformas digitais. A fiscalização identificou cerca de 1,9 mil anúncios no Google, além de publicações na Meta e no TikTok que ofereciam bônus de cadastro e prêmios em dinheiro.
Na Meta, foram localizados sete anúncios, dos quais dois começaram a veicular após a publicação da MP — alguns deles com domínios mascarados para ocultar o anunciante real. A legislação prevê prazo de 10 dias para a remoção de campanhas antigas e proíbe imediatamente qualquer nova publicidade.
O monitoramento federal também alcançou o Telegram, onde foram mapeados 43 canais e grupos de divulgação de jogos de cassino e apostas, somando 212,6 mil participantes. As contas, que prometiam lucros mensais de até 260% e uso de “robôs” com taxas de acerto de 99,8%, foram encaminhadas aos órgãos competentes da Fazenda e da Justiça para adoção de providências técnicas e administrativas.
Apesar da ofensiva governamental, levantamento do site Bet Legal, mantido pela empresa de cibersegurança Iron Security, apontou o surgimento de 440 novos sites de apostas sem registro no país após a edição da MP. Segundo o governo federal, a atuação integrada busca justamente evitar que a proibição das bets seja contornada pela migração das atividades para redes sociais, grupos fechados ou plataformas hospedadas no exterior.
Via EBC