O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decretou, nesta segunda-feira (19), o fim da recuperação judicial do Grupo Americanas, após as empresas cumprirem as obrigações previstas no plano. O processo foi iniciado em 2023, formando quase 4 anos em que o grupo ficou preso na Justiça para se recuperar financeiramente.
A decisão foi feita pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães, da 4ª Vara Empresarial da Capital, que reconheceu as tentativas de recuperação da Americanas e encerrou o processo judicial do grupo. O tribunal teve parecer favorável da administração judicial e do Ministério Público (MP-RJ).
Com o decreto oficializado, o administrador judicial terá um prazo de 15 dias para apresentar o relatório de execução do plano e até 30 dias para a prestação de contas, apresentando a dissolução do Comitê de Credores e a comunicação com a Junta Comercial e Receita Federal.
Americanas sai e Ri Happy pede recuperação na Justiça
Em contrapartida ao fim do processo sobre as Americanas, a marca de brinquedos Ri Happy pediu para entrar em processo de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.
Segundo o documento apresentado, a marca atribuiu a dificuldade financeira que vem enfrentando no impacto que a pandemia de Covid-19 gerou ao comércio brasileiro, sobretudo no setor varejista.
Em 2023, o grupo chegou a renegociar na Justiça uma dívida de pouco mais de R$ 200 milhões. Com o novo pedido, apresentado no último domingo (18), a Ri Happy tenta renegociar cerca de R$ 827 milhões.