A base de governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vive um momento de tensão durante a apuração de votos nas eleições de Israel. Nesta manhã (28), o líder israelita teve confirmação de 54 cadeiras conquistadas dentro da assembleia para o próximo mandato, mas precisa de 61 das 120 para formar maioria. Entre as demais, 47 cadeiras foram adquiridas pela principal oposição e 17 por partidos palestinos.
A situação é de tensão nas eleições de Israel. Dentro do Knesset — nome dado à Assembleia Legislativa —. a sigla de Netanyahu se encontra como a mais votada da apuração, que ultrapassou os 80% nesta quarta-feira (28). Mesmo diante de controvérsias por conta do conflito na Faixa de Gaza, o primeiro-ministro ainda é o favorito para derrotar o opositor, Eisenkot, e continuar liderando o país.
Caso a apuração termine sem maioria definida, Netanyahu pode se articular para buscar apoio dos partidos de centro da Assembleia à causa sionista. Neste cenário, o primeiro-ministro continuaria cumprindo a função de chefe de Estado, que já cumpre há 19 anos, mesmo sem eleger maioria nas urnas.
Segundo cientistas políticos que acompanham as eleições, Netanyahu já planejava esse cenário desde antes das eleições. Mas caso o primeiro-ministro não garanta a aliança com os centristas de Israel, a falta de definição de uma maioria no Knesset pode resultar em uma nova eleição.
Este período de eleições teve um marco histórico em Israel, onde foi registrado o maior número de comparecimento em urnas dentro dos últimos 40 anos.
Informações via BBC