Há mais de dez anos, o Hospital Santa Mônica — por décadas uma referência da rede hospitalar de Niterói — foi demolido para dar lugar a um centro de imagem estadual, na Av. Marquês de Paraná, 383, no Bairro de Fátima. A obra, no entanto, nunca saiu do papel, e o terreno segue completamente abandonado, hoje considerado um dos principais pontos de insegurança da região central da cidade.
Os tapumes que cercam a área já foram invadidos, e moradores relatam que o espaço pode estar servindo de abrigo para pessoas em situação de rua e usuários de drogas. O mato alto, o lixo e a água acumulados, somados ao solo instável, também têm favorecido a proliferação de roedores, agravando o quadro sanitário do local. Em dias de vento mais forte, placas de metal soltas no terreno chegam a ser arremessadas para o meio da via, colocando em risco pedestres e veículos.
A situação preocupa especialmente os moradores da Rua Arídeo Martins, via que faz esquina com a Marquês de Paraná — uma das principais artérias de Niterói — e que dá acesso direto ao Condomínio Alto Icaraí, onde vivem cerca de 368 famílias, mais de 900 pessoas. Diariamente, moradores, idosos e crianças precisam passar pelo entorno do terreno abandonado para entrar e sair de casa, sob o temor de assaltos e outras formas de violência.
Intervenção do Estado

Segundo os moradores, diversos chamados já foram abertos junto aos órgãos da Prefeitura de Niterói solicitando obras e manutenção no entorno do terreno, sem que houvesse resposta efetiva até o momento.
Diante do impasse, moradores da Rua Arídeo Martins e do Condomínio Alto Icaraí pedem a intervenção conjunta do Estado do Rio de Janeiro — proprietário da área — e da Prefeitura de Niterói, para que o terreno seja definitivamente cercado, receba segurança e tenha os responsáveis pelo imóvel devidamente cobrados, encerrando um cenário de abandono que, segundo a comunidade, já dura tempo demais no coração de Niterói.