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O mundo corporativo avançou e mudou muito nos últimos tempos.
Mudanças na legislação, modelo e formas de trabalho, reforma
trabalhista, contrato de jornada parcial, intermitente,
terceirização, pejotização, home office, híbrido, novas
tecnologias, programas de gerenciamento de tarefas, gestão on-line,
aplicativos de conversas e entregas, metaverso, rede social,
gamificação, empreendedorismo, parcerias com influencers,
workshops, treinamento a distância, reunião virtual, entrevista
online, entrega de currículo online…ufa!
É fato que há
uma preocupação maior com a gestão de pessoas, humanização e as
condições de trabalho, mas infelizmente ainda lidamos com o tabu no
mundo corporativo, com o preconceito com a idade das pessoas, vulgo:
ETARISMO.
Tudo isso me fez
refletir, enquanto profissional de RH, quando analisei a situação
do STENIO GARCIA, com sua harmonização facial.
Dentre tantos comentários sobre o procedimento estético feito, fazendo graça
alheia do resultado obtido, o que poucos se atentaram, foi a fala do
mesmo, de se sujeitar a tal mudança aos 91 anos para
conseguir trabalho.
Etarismo
Ator renomado,
dono de tantos papéis memoráveis e em nenhum momento foi discutida tal questão.
O etarismo é uma discussão necessária, que trata da discriminação de pessoas mais velhas no mercado de trabalho.
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No recrutamento e
seleção nos deparamos com profissionais jovens que detém o
conhecimento, mas lhes faltam a experiência, enfrentando críticas e
dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Por outro lado, temos os mais velhos que possuem o conhecimento, a experiência e são
discriminados muitas vezes pela questão da idade.
Preconceito
Esses problemas
são reflexos do preconceito estrutural presente na sociedade
corporativa, que perdem talentos e discriminam candidatos
qualificados , mascarados na recusa da contratação, demissões ou
relação conflituosa no ambiente de trabalho, com consequências
negativas de forma injusta, ilegal, desigual e imoral que evoluem com
dificuldades financeiras e problemas de saúde.
Responsabilidade
As empresas tem
como responsabilidade, valorizar todas as faixas de trabalho e
diversidade para construir uma cultura livre de preconceito,
independente da faixa etária.
É
necessário combater o etarismo no mercado de trabalho, em conjunto
com políticas públicas e corporativas para se ter uma sociedade
igualitária, aonde as empresas entendam que não investir em pessoas
mais velhas é abrir mão de talentos que podem colaborar, e muito, para o crescimento das próprias empresas, para economia e para o
mundo.