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Diogo Alves - Papo de Vet

Obesidade em cães e gatos dispara e preocupa

Diogo Alves | Publicado em: - Atualizado 10 meses atrás

Divulgação



De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a incidência global de obesidade aumentou consideravelmente desde 1980. Em 2014, mais de 1,9 bilhão (39%) de adultos apresentavam excesso de peso, dos quais 600 milhões (13%) eram considerados obesos. A situação é ainda mais alarmante considerando que 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estão acima do peso ou obesas.

A condição de obesidade implica um transtorno prejudicial à saúde, que aumenta o risco de várias doenças. Complicações como hiperlipidemia, problemas ortopédicos, distúrbios cardiovasculares, problemas respiratórios, resistência à insulina e diabetes mellitus (DM) estão associadas à obesidade.

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Durante períodos de isolamento social, muitas pessoas interromperam suas rotinas de atividades físicas ou reduziram sua atividade diária. O estresse resultante de incertezas causou parte da população a negligenciar a alimentação, seja por ansiedade ou buscando conforto em alimentos ricos em carboidratos. Curiosamente, até mesmo os animais de estimação foram afetados.

Números alarmantes


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Atualmente, mais da metade da população global de cães e gatos está sofrendo com excesso de peso ou obesidade, tornando-se uma das questões clínicas mais significativas. Desde o início de mudanças no estilo de vida, como o aumento do trabalho remoto (home-office), a interrupção das atividades escolares e restrições a atividades ao ar livre, houve uma mudança notável no ambiente doméstico dos lares.

Isso resultou em animais mais sedentários e confinados, passando a maior parte do dia em companhia da família, o que antes não era comum. Como resultado, a obesidade e o excesso de peso estão se tornando problemas naturais, se os proprietários e cuidadores não estiverem atentos.



Uma pesquisa recente que investigou a percepção de mais de 200 proprietários sobre a condição física de seus animais revelou que eles subestimavam em 20% a 30% o excesso de peso de seus cães.

De maneira geral, a obesidade dificulta a avaliação clínica dos animais, tornando os exames físicos mais desafiadores, especialmente em relação à auscultação torácica, palpação abdominal e exames complementares, como a ultrassonografia.

O manejo alimentar inadequado contribui significativamente para a obesidade. É comum a ração estar sempre disponível, e durante as refeições, muitas vezes os animais recebem comida caseira, resultando em um consumo excessivo de calorias. É importante notar que as endocrinopatias representam no máximo 5% dos casos de obesidade canina. Além disso, alguns proprietários têm o hábito de agradar seus animais com porções extras de comida, petiscos ou até mesmo sua própria refeição, acreditando erroneamente que um “animal saudável” é um pouco acima do peso. Esses hábitos, combinados com a falta de exercícios, podem ter consequências graves para a saúde dos animais.



Uma sugestão é explorar novas formas de interação com brinquedos para ambientes internos, que estimulem a mente e o corpo do animal. Além disso, o uso de comedouros interativos pode desafiar o animal a trabalhar para obter sua refeição, ao mesmo tempo em que reduz a velocidade de consumo.

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